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sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Poemas XIV - Prece em Silêncio



Por detrás do vidro
olhava-A.
Vi-me, de repente caído,
ajoelhado a seus pés.
Rodeado de pessoas
mas sozinho em sentimentos,
naqueles escassos momentos
olhei para cima e senti.
O que fazia eu ali?
Esqueci toda a gente
ficando só de repente e,
virando os olhos para os Céus,
senti-me temente a Deus.
Ouvi o meu pensamento
soltar um grito abafado,
uma prece silenciosa.
Será que alguém escutou
um apelo, entre milhões?
Estes pobres corações
precisam mais do que eu
ter fé naquela Senhora.
Que ela nos proteja agora
dos erros que cometemos
e a nós, os que vivemos
aos tropeços pela vida,
sem destino e fraco rumo,
com a fé desfeita em fumo,
ensinai-nos que os caminhos
não se percorrem sozinhos
e que há sempre alguém
que sente o que nós sentimos
e sofre por nós também.
Abri os olhos.
Levantei-me
e ouvi o burburinho,
ruído da multidão
que andava em silêncio
no meio do santuário.
Não sei aquilo que vi,
fora talvez um engano
uma imagem escondida
entre o meu imaginário.
Não sei se mais alguém viu.
Envolta em pura brancura
a senhora olhou para mim e,
com uma lágrima, sorriu



© H. Vicente Cândido, 25-10-2007 (Santuário de Fátima)







sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Jornal Municipal - Outubro 2007

A edição de Outubro do Jornal Municipal de Peniche já anda por aí.

Este número, o terceiro deste ano, pode ser encontrado em diversos estabelecimentos comerciais do concelho e a sua distribuição é completamente gratuita. Conta com informação sobre o concelho de Peniche nas suas mais diversas áreas e prima ainda pelas excelentes ilustrações e fotos.

Para fazer o download na sua totalidade e em formato pdf, CLIQUE AQUI.

Se preferir, siga este link para a página da Câmara Municipal de Peniche.



sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Festa em Coimbrã - Outubro 2007



A Associação de Cultura e Recreio D. Inês de Castro, em Coimbrã, concelho de Peniche, organiza mais uma vez a festa anual em honra de Nossa Senhora da Conceição.

As entradas são livres e o recinto conta ainda com serviço de bar repleto com diversos petiscos.

Os festejos decorrerão nos dias 12, 13 e 14 de Outubro e o programa é o seguinte:




SEXTA 12:
09:00H
Alvorada.
22:00H
Actuação do conjunto musical,
Alta Voltagem.


SÁBADO 13:
09:00H
Alvorada.
15:00H
Jogos de Futebol:
Solteiros X Casados
Solteiras X Casadas
Jogos tradicionais.
22:00H
Actuação do conjunto musical,
Banda T.


DOMINGO 14:
08:00H
Alvorada.
09:00H
A comissão de festas, acompanhada pela Bandinha da Amizade, percorrerá as ruas da aldeia recolhendo donativos.
15:00H
Missa, seguida de prossição.
18:00H
Entrega da Bandeira.
19:00H
Concerto com a Bandinha da Amizade, que encerrará os festejos.



quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Poemas XIII - Apenas um Beijo

Olhei para ti.

Li nos teus olhos
a ternura do Amor.
Abracei o teu olhar,
ouvi o teu respirar
e senti o teu calor.

Noite de Março.
Depois de um sol sem vento
cai um frio arrepiante.
O teu abraço,
aquece toda a minha alma
e, eu recordo esse instante.

Recordação.
lembrança de um momento
que trago dentro de mim.
Essa emoção
que alimenta a minha vida,
é o meu Amor por ti.

Olhei para ti.
Cruzaste os olhos com os meus
mas não leste o meu desejo.
Não peço muito,
Quero apenas os teus lábios
para poder dar-te...

...um beijo.






© H. Vicente Cândido, 15-3-2006 (Noite de fados – Adega do João)

sábado, 22 de setembro de 2007

Piadas - Pai... ele bateu-me!

         Um magnata Árabe casou, finalmente, a sua filha mais nova com um ricaço Francês.

         Um dia, a filha vai toda chorosa queixar-se ao pai que o marido lhe tinha batido.

         – Aquele grandessíssimo filho de uma camela ousou levantar a mão sobre a minha filha?! – Exclamou o Árabe, encolerizado e cheio de indignação.

         – Sim, meu pai.

         – Filha, fizeste bem em vir falar comigo. É a injúria maior que ele me podia fazer, e isso pede uma retaliação à altura. Melhor ainda, pede vingança.

         E… zás! Dá à filha uma enorme bofetada, exclamando:

         – Que a minha filha volte para esse miserável e lhe diga que tipo de homem eu sou. Ele bateu na minha filha, portanto, nada mais justo que eu bater na sua mulher. A honra da nossa nobre família, está novamente reposta.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Peniche - Festejos e Tradições

Ao longo de todo o ano realizam-se várias festas e feiras, das quais se destacam:

Na Cidade de Peniche, a festa de N. Sra. da Boa Viagem, em honra da padroeira dos pescadores, que tem lugar no primeiro fim-de-semana de Agosto e se prolonga por três dias. No terceiro domingo de Outubro realiza-se os Círios de N. Sra. dos Remédios.

Na vila de Atouguia da Baleia tem lugar a Feira de S. Leonardo, a 6 de Novembro, com destaque para os frutos secos. A 15 de Agosto a festa da Assunção de N. Sra. e a 8 de Dezembro a festa de N. Sra. da Conceição.

Em Bolhos, no último domingo de Julho, tem lugar a feira de Sto. António e o Círio ao Senhor Jesus no último domingo de Outubro.

Em Bufarda realiza-se a festa de Sto. Antão no dia 21 de Janeiro, a festa de N. Sra. do Rosário no primeiro fim-de-semana de Outubro e a feira anual no dia 21 de Agosto.

Em Casais Brancos realiza-se a festa de N. Sra. da Conceição no último fim-de-semana de Julho.

Em Casal Moinho realiza-se a festa do Imaculado Coração de Maria no terceiro fim-de-semana de Julho, incluindo a sexta-feira e a segunda.

Em Casais do Júlio realiza-se a festa de Sto. António no primeiro fim-de-semana de Junho.

Em Coimbrã realiza-se a festa de N. Sra. da Memória no segundo fim-de-semana de Julho e de N. Sra da Conceição a 10 de Novembro.

No Lugar da Estrada realiza-se a festa de N. Sra. da Esperança no terceiro fim-de-semana de Agosto.

Em Geraldes tem lugar a festa de N. Sra. da Conceição no segundo fim-de-semana de Agosto.

Em Reinaldes realiza-se a festa de Sto. António no último fim-de-semana de Junho e a festa de Todos os Santos a 1 de Novembro.

Em S. Bernardino realiza-se a festa de aniversário da união desportiva e cultural de S. Bernardino no dia 20 de Maio.

Em Ribafria têm lugar as festas de N. Sra. da Nazaré no primeiro fim-de-semana de Setembro e de S. Martinho no segundo fim-de-semana de Novembro e a feira de Sto. António no dia 13 de Junho.

Em Ferrel realiza-se a festa de N. Sra. da Guia de 5 a 10 de Agosto.

Em Serra d'El-Rei têm lugar as festas de S. Sebastião no terceiro fim-de-semana de Janeiro, de N. Sra. do Amparo no quarto fim-de-semana de Maio, de N. Sra. da Piedade no terceiro fim-de-semana de Setembro e a feira anual a 4 de Agosto.

O feriado municipal tem lugar na segunda-feira posterior ao primeiro domingo de Agosto.




terça-feira, 18 de setembro de 2007

História - D. Inês de Castro

Sendo eu natural de Coimbrã, concelho de Peniche, sinto-me na obrigação de deixar aqui um breve relato histórico sobre D. Inês de Castro, uma vez que este cantinho perto do mar foi confidente de diversos encontros amorosos entre esta formosa dama e D. Pedro.

Cena da morte de D. Inês - Quadro de Columbano, Museu Militar, LisboaD. Inês de Castro era uma fidalga galega, de rara formosura, que fez parte da comitiva da infanta D. Constança de Castela, quando esta, em 1340, se deslocou a Portugal para casar com o príncipe D. Pedro (1320-1367).

A beleza singular de D. Inês despertou desde logo a atenção do príncipe, que veio a apaixonar-se profundamente por ela. Desta paixão nasceu entre D. Pedro e D. Inês uma ligação amorosa que provocou escândalo na Corte portuguesa, motivo por que o rei resolveu intervir, expulsando do reino Inês de Castro, que veio a instalar-se no castelo de Albuquerque, na fronteira de Espanha.

D. Constança morre de parto em 1345 e a ligação amorosa entre D. Pedro e D. Inês estreita-se ainda mais: contra a determinação do rei, D. Pedro manda que D. Inês regresse a Portugal e instala-a na sua própria casa, onde passam a viver uma vida de marido e mulher, de que nascem quatro filhos.

Os conselheiros do rei aperceberam-se das atenções com que o herdeiro do trono português recebia os irmãos de D. Inês e outros fidalgos galegos, chamaram a atenção de D. Afonso IV para aquele estado de coisas e para os perigos que poderiam advir dessa circunstância, uma vez que seria natural antever a possibilidade de vir a criar-se uma influência dominante de Castela sobre a política portuguesa. Persuadiram o rei de que esse perigo poderia afastar-se definitivamente, se se cortasse pela raiz a sua causa real: a influência que D. Inês exercia sobre o príncipe D. Pedro, que um dia viria a ser rei de Portugal. Para isso seria necessário e suficiente eliminar D. Inês de Castro.

O problema foi discutido na presença dos conselheiros do rei em Montemor-o-Velho, e aí ficou resolvido que Inês seria executada sem demora.

Quando D. Inês soube desta resolução, foi ter com o rei, rodeada dos filhos, para implorar misericórdia, uma vez que ela se considerava isenta de qualquer culpa. As súplicas de Inês só momentaneamente apiedaram D. Afonso IV, que entretanto se deslocara a Coimbra para que se desse cumprimento à deliberação tomada. E a execução de D. Inês efectuou-se em 7 de Janeiro de 1355, segundo o ritual e as práticas daquele tempo.

Anos depois, em 1360, D. Pedro I, já então rei de Portugal, jurou, perante a sua corte, que havia casado clandestinamente com D. Inês um ano antes da sua morte.

O tema dos amores de D. Inês e da sua triste morte interessou grande número de poetas e escritores de várias épocas e de várias nacionalidades, e pode dizer-se que se contam por centenas as obras literárias em que o tema foi tratado.

De entre todas distinguirei algumas de cada país que me parece merecerem alusão especial.



Alemanha
- Inez de Castro, tragédia, de F. H. Thelo;
- Inez de Castro, tragédia, de Grottfried von Böhm;
- Inez de Castro, drama, de Joseph Lauff.

França
- la reine du Portugal, tragédia, de Fermin Didot;
- Inez de Castro, tragédia, de Antoine H. de Lamotte;
- Inez de Castro, melodrama, de Victor Hugo;
- Inez de Castro, novela, da Condessa de Genlis;
- La reine morte, drama, de Henri de Montherlant.

Holanda
- Inez de Castro, tragédia, de Rhynius Feith.

Inglaterra
- Inez, the bride of Portugal, tragédia, de Neil Ross;
- Agnez de Castro, tragédia, de Catherine Cockburn;
- Ines de Castro, drama, de Mary Russel Milford;
- Agnes de Castro, tragédia, de Lady Sound;

Itália
- Ines de Castro, tragédia, de Davide Bertolotti;
- Ines di Castro, drama, de Luigi Baudozzi;

Portugal
- A Morta, drama, de Henrique Lopes de Mendonça;
- Nova Castro, tragédia, de J. José Sabino;
- A Castro, tragédia, de Domingos Reis Quita;
- Inez de Castro, romance, de Mendes Leal;
- A Fonte dos Amores, poesias, de Sousa Viterbo;
- D. Pedro e D. Inês, romance, de Antero de Figueiredo;
- D. Inez de Castro, poemeto, de Eugénio de Castro;
- A Castro, tragédia em cinco actos e em verso solto, da autoria do poeta António Ferreira (1528-1569), que é geralmente considerada a obra-prima do teatro clássico português. Esta obra tem por assunto os amores e a triste morte de D. Inês de Castro, que o autor trata com verdadeira mestria. De entre todas as cenas merece atenção especial aquela em que o coro anuncia a Inês a terrível sentença da morte que a aguarda. - O escritor português Almeida Garrett (1799-1854) considera os coros de «A Castro» de António Ferreira superiores a muitos coros das tragédias da Antiguidade.
- Inês de Castro é também uma ópera da autoria do compositor português Rui Coelho (n. 1881).
- Inês de Castro é ainda uma estátua de mármore da autoria do escultor português José Simões de Almeida (1880-1950).
- Pedro e Inês, série televisiva apresentada em 2005, da autoria de Francisco Moita Flores.


Túmulo de D. Inês em Alcobaça

Fonte: Diciopédia 2006 - Porto Editora, 2005. ISBN: 972-0-65260-8



quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Poemas XII - Fé no Amor

Ter Fé..!

Ter Fé é acreditar.
Acreditar no medo
da nossa existência.
Acreditar num mundo
com benevolência
que compreende, apoia,
tem clemência.

É acreditar.
Acreditar que uma vez o pecado
foi temido, explorado,
retirado deste Mundo
conturbado.
E eu,
aqui sentado,
vendo passar a Fé desvanecida
como quem vê passar
a própria vida,
espero.

Espero poder acreditar
que se a palavra de hoje é matar,
roubar, mentir,
prejudicar,
amanhã seja
Amar.

Acredito em Deus?
Não sei.
Mas tenho de acreditar
ter Fé para continuar
num mundo de desdenha,
ódio, dor.
Numa coisa acredito,
no Amor..!




© H. Vicente Cândido (25-11-2004)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

PADRE NOSSO - Onde Encontrar?

Um mês após o lançamento, o policial “Padre Nosso” já pode ser encontrado à venda em diversas livrarias e também pela Internet, através da loja virtual da Porto Editora, Webboom.

(Siga este LINK para saber como fazer a sua compra online com 10% de desconto)

Algumas livrarias (papelarias) do concelho de Peniche onde o livro está a ser comercializado:

Marcador do livro 'Padre Nosso'Marcador do livro 'Padre Nosso'

Oliveiras
R. António C. Bento 23-B
Ajuda – Peniche



Clara Dimas de Jesus
(Manuel Franco)
R. Doutor Ribeiro Pereira
Atouguia da Baleia



Ondina M. Marques Reis
R Arquitecto Paulino Montez 87
Ajuda – Peniche



Tinita Ruivinho
(Copy Centro)
R. D. Luís Ataíde 9
Peniche



Quero deixar aqui um agradecimento a todos os que têm lido o livro “Padre Nosso” e enviado a sua opinião para o meu E-MAIL. É com muito agrado que leio aquelas linhas, a maior parte favoráveis e de incentivo para continuar.

Aproveito também para pedir desculpas aos leitores por alguns erros, típicos de uma primeira edição, e agradecer a todos os que me alertaram para o facto. A editora já garantiu uma segunda edição, devidamente revista.

Espero poder continuar a contar com o vosso apoio, críticas e sugestões.

Obrigado!




segunda-feira, 27 de agosto de 2007

2º Torneio de Sueca - Coimbrã

Vai realizar-se em Coimbrã, no concelho de Peniche, o segundo Torneio de Sueca.

A Associação Cultural e Recreativa D. Inês de Castro, promove mais uma vez um grandioso torneio de Sueca com valiosos prémios em Ouro, prémio de participação para todos os jogadores e almoço para todas as equipas (Porco no espeto).



Já estão abertas as inscrições a todos os interessados nas instalações da associação ou pelos telefones:

96 316 92 54 (João)
96 708 78 29 (Nuno)


O torneio realizar-se-á no Domingo, dia 16 de Setembro com início às 10.00 Horas.





quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Poemas XI - Coração de Poeta


Via alguém escrever um poema.
Sobre o quê? Não sei.
Como saber o que vai
na alma de alguém que escreve?
Um dilema.
Errei!
Errei por tentar descobrir
os sentimentos por detrás do que sente
aquele que, de repente
pega num reles papel
e escreve sem mentir
coisas sobre o coração.
De vergonha
olho p’ró chão
depois, p’ra televisão
até também p’ró balcão.
Peço mais um copo,
bebo um gole
e tento não olhar
para o que, linha após linha
vai sendo escrito a meu lado.
De esguelha, tento ver.
Desvio o olhar,
é pecado?
O que será?
O que será que sente aquele
que viveu três vidas, só,
embrenhado num destino
feito por ele, passo a passo
e agora,
a um ritmo, tal compasso
acabou o que fazia.
Será que me vai mostrar?
Não sei,
mas posso adivinhar
pois, conheço o seu coração
e agora, com certeza,
conheço sua poesia.





© H. Vicente Cândido, 29-09-2006 (Associação da Atalaia – Lourinhã)







terça-feira, 7 de agosto de 2007

Notícia - Ovelha Abusada Sexualmente

Eu sei que me comprometi a apresentar aqui posts relacionados com literatura em todas as suas vertentes e com a zona oeste de Portugal, com especial atenção para o concelho de Peniche. No entanto, esta notícia é tão caricata que eu me senti na obrigação de partilhar com vocês.





A Polícia holandesa informou esta quarta-feira que deteve um homem suspeito de ter abusado de uma ovelha na localidade de Haaksbergen (leste) e investiga se o animal sofreu, escreve a agência EFE.

A Polícia tenta agora determinar se a ovelha sentiu dores durante o acto, já que na Holanda o bestialismo só é punido quando se pode comprovar que o animal sofreu, informou a agência holandesa «ANP».

A detenção, que ocorreu na sexta-feira, aconteceu depois do proprietário da ovelha ter apresentado uma queixa à Polícia.

O partido trabalhista no Governo (Pvda) apresentou em Abril um projecto de lei para proibir o sexo e a pornografia com animais, cuja viabilidade está actualmente a ser debatida pelo Ministério da Justiça holandês.



Fonte: Portugal Diário



Bem... pelo menos uma coisa pode-se concluir após esta notícia: As camisolas confeccionadas a partir do pêlo deste animal nunca poderão ser catalogadas como sendo feitas de Pura Lã Virgem.



segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Contos - Shop Soy

Link para o site das Edições EC onde poderá encontrar este conto e muitos mais

O mês passado abriu na minha rua um restaurante chinês. Embora sempre me tivesse interessado pela cultura oriental, a culinária chinesa nunca me despertou especial curiosidade.

Há duas semanas, encontrei à porta do meu prédio um cãozito pequeno e faminto que adoptei e que, carinhosamente lhe coloquei o nome de “Shop soy”. O pequeno rafeiro rapidamente se recompôs e, passados dois dias, já me seguia para todo o lado saltitando alegremente. Tornou-se a minha companhia imprescindível.

Hoje, quando cheguei a casa, o “Shop Soy” não me veio receber com os costumados pulos e lambidelas. Procurei por todo o lado sem o encontrar quando reparei na porta da varanda ligeiramente aberta. Eu moro no primeiro andar pelo que assumi que ele tivesse saltado e que, provavelmente, nunca mais o veria.

Saí para a rua e durante uma hora procurei pelo cachorro sem resultado. Já eram oito da noite quando voltei e, sem ter preparado nada para o jantar, lembrei-me do restaurante chinês. Ganhei coragem e entrei. Surpreendeu-me a simpatia da empregada, com o seu sotaque que me obrigava a apurar o ouvido para a entender mas sempre com um sorriso estampado no rosto. Indicou-me uma mesa e estendeu-me a lista. Escusado será dizer que, momentos de pois tive de a chamar para lhe pedir ajuda na minha escolha.

Com a paciência natural do povo oriental, ela começou a mostrar-me os habituais pratos de porco, pato, gambas, vaca… e finalmente apontou para o papel escrito á mão logo na primeira página. Ela explicou-me que era um prato especial que usualmente não serviam mas que era muito bom e eu deveria experimentar.

Olhei para o nome: Shop Soy de cão.

Bem… posso-vos dizer que, depois de dar um salto quase tombando a mesa, e correr em direcção à porta de saída com as duas mãos a tapar a boca tentando aguentar os restos do almoço que teimavam em saltar cá para fora, decidi naquele instante nunca mais entrar num restaurante chinês.






quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Festa N. Sra. da Boa Viagem 2007 - Programa

Peniche brinda-nos mais uma vez com a Festa em honra da Nossa Senhora da Boa Viagem. Embora os usuais carroceis já estejam em pleno funcionamento rodeados pelos feirantes que vão apregoando os seus produtos a residentes e turistas, os festejos só começam no dia 4 de Agosto terminando no dia 7.

Deixo-vos com o programa completo.

Festa da Nossa Senhora da Boa Viagem - Peniche, Agosto de 2007
SÁBADO – 4 de AGOSTO

09h00 – Alvorada com a Banda de Serra D’el-Rei, pelas ruas da cidade.
Início do Arraial no Recinto do Baluarte.
09h15 – Saudações às Entidades Eclesiásticas, Câmara Municipal e Capitania do Porto pela Banda da Serra de El-Rei.
10h00 – A Banda percorrerá as ruas da cidade.
16h00 – SARDINHA ASSADA na Ribeira Velha, confraternização oferecida à população e forasteiros.
18h00 – Classificação dos Barcos engalanados.
19h00 – Eucaristia na Igreja Jubilar de S. Pedro.
21h45 – PROCISSÃO NO MAR.
Transladação das Venerandas Imagens, da Igreja Jubilar de S. Pedro para a Ribeira Velha com incorporação da Banda da Serra de El-Rei.
22h00 - Solene Recepção às Venerandas Imagens.
Embarque e Procissão no Mar, em HONRA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM.
24h00 – Regresso da procissão à Igreja Jubilar São Pedro.
No final da Procissão, Sessão de fogo aquático, lançado na parte Sul da Marina, Molhes Oeste e Leste.

DOMINGO – 5 DE AGOSTO

09h00 – Alvorada com a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peniche.
11h00 – MISSA MARIAL E BÊNÇÃO DA FROTA, junto à Marina.

OUTRAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS:
08h00 – Missa na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios
09h30 – Missa na Capela do Lar de Santa Maria
11h30 – Missa na Igreja de Sant'Ana – S. Joaquim
19h00 – Missa na Igreja Jubilar de 5. Pedro

15h00 – PROCISSÃO EM TERRA
Incorporação das Venerandas Imagens, representações de várias entidades e Bandas Filarmónicas da Serra d'El-Rei e União 1.º de Dezembro de Atouguia da Baleia.

ITINERÁRIO: Igreja de Jubilar de S. Pedro, Rua José Estêvão, Praça Jacob Rodrigues Pereira. Rua Alexandre Herculano, Av.ª 25 de Abril, Rua da Alegria, Largo da Ajuda, Rua D. Luís de Ataíde, Largo Bispo de Mariana, Rua 1.º de Dezembro, Rua de. Nossa Senhora da Conceição, Rua Dr. Francisco Seia, Igreja
Jubilar de S. Pedro.
REMATE: Evocação da Paz e Largada de Pombos, pela Sociedade Columbófila de Peniche.

22h00 - ANIMAÇÃO NO RECINTO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE PENICHE
(Com Saul, FF, Morangos com Açúcar)

SEGUNDA-FEIRA – 6 DE AGOSTO

09h00 – Alvorada com a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peniche pelas ruas da cidade
11h00 – PROCISSÃO DE S. PEDRO GONÇALVES TELMO Padroeiro dos Pescadores, incorporando a Fanfarra e Banda da União 1.º de Dezembro de Atouguia da Baleia.

ITINERÁRIO: Igreja de S. Pedro, Rua Dr. Francisco Seia, Rua Marquês de Pombal, Rua Garrett, Rua Marechal Gomes Freire de Andrade, Rua António da Conceição Bento, Avenida 25 de Abril.

12h00 – Eucaristia no Pátio do Lar de Santa Maria.
15h30 – Torneio de Matraquilhos Humanos no Campo do Baluarte.
16h00 – Tarde Infantil no recinto dos Bombeiros Voluntários de Peniche.
(Famosa Saltitona, animadores, insufláveis, etc.)
22h00 – ANIMAÇÃO NO RECINTO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE PENICHE
(Turma Musical, Tânia, Nel Monteiro)
Encerramento com Sessão de fogo preso e solto.

TERÇA FEIRA – 7 DE AGOSTO

09h00 – Alvorada.
15h30 – Final do torneio de Matraquilhos Humanos no Campo do Baluarte.
22h00 – Distribuição de Taças e Troféus aos barcos engalanados.
22h00 – ANIMAÇÃO NO RECINTO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS
(Directamente de Espanha a famosa orquestra AMADEUS – Com o seu Camião Palco)
Encerramento com Sessão de fogo solto.


sábado, 28 de julho de 2007

Poemas X - Apenas uma Onda


Uma Onda

Arrastada pelo vento
chega branca e salgada
mas, desfaz-se em um momento
numa praia desolada.

Carregada pela maré
por quilómetros sem fim,
a onda leva consigo
o perfume de um jardim.

Algas são flores do mar
que alimentam o seu perfume
e, a maré trás consigo
a certeza de um ciúme.

Até a linda roseira
num jardim à beira mar,
murcha com o travo agreste
da forte brisa do mar.

Olhos olham, impotentes
a força da maresia
que engole no seu seio
a majestosa baía.

Ó mar, fonte de vida,
como te posso entender
se, a uns levas comida
e a outros fazes sofrer.

Sentado numa falésia
alguém brada um lamento.
Só lhe resta olhar as ondas
arrastadas pelo vento.


Surf in Peniche


© H. Vicente Cândido (21-1-2007, Peniche)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Agradecimentos

Após o lançamento do livro "Padre Nosso" no passado Sábado, sinto-me na obrigação de deixar aqui um agradecimento à Câmara Municipal de Peniche por todo o apoio e por ter facultado para o efeito o Auditório do Edifício Cultural.

Um agradecimento especial para o Sr. vice-presidente Jorge Amador, para a Sra. Teresa Lopes e para o Sr. António Évora que me acompanharam desde o inicio na preparação deste evento.

Mas, o maior agradecimento vai sem dúvida nenhuma para todos os que estiveram presentes. Embora no número modesto que é normal para esta época do ano (O sol, o calor e o final de semana convidam a passar mais umas horas nas nossas excelentes praias atrasando a hora do jantar e tornando muito mais atraentes eventos ao ar livre), mostraram uma boa aceitação do livro que ia sendo esfolhado com curiosidade e interesse durante toda a apresentação e no beberete, enquanto esperavam um autógrafo.

Resumindo:

O meu muito obrigado a todos.





sábado, 21 de julho de 2007

PADRE NOSSO - Levantando o Véu..!

Como prometido em 'Posts' anteriores, vou desvendar um pouco do que podem encontrar no livro "Padre Nosso". Abaixo podem ler o PRÓLOGO e um excerto do Capítulo XIV.


Visite a FEIRA DO LIVRO em peniche até 5 de Agosto de 2007

PRÓLOGO

             As paredes do Palácio do Vaticano ressoaram com a voz irritada do Papa Bento XVI. Normalmente calmo, a prudência nunca fora um dos seus principais atributos e, naquele dia, tinha passado completamente dos limites enquanto gritava furiosamente em alemão dentro da sua sala particular:
            «E não quero saber o que Wojtyla pensava. Karol Wojtyla foi o passado, agora somos nós que temos de tomar as nossas próprias decisões. Eu quero os culpados apanhados e condenados. Quero todos os nomes, desde o mais baixo até ao cabecilha e quero isso resolvido quanto antes.»
            Outra voz num tom calmo e muito mais baixo respondia-lhe em italiano:
            «Mas… Sua Santidade, não será melhor reflectir antes de tomar essa decisão? O papa João Paulo II e os outros antes dele tinham os seus motivos para tentarem resolver as coisas de outra maneira. Não quer tentar saber mais antes de avançar?»
            «O Wojtyla não teve treino militar, era polaco e era adorado por ser fraco. A Igreja não pode demonstrar fraqueza perante ninguém. Não somos um estado independente por baixar a cabeça, embora seja essa a imagem que passa para fora. Não podemos compactuar com o demónio. Eu sei perfeitamente que devemos ser prudentes ao mexer em alguns assuntos mas, mais importante é descobrir e desmascarar os culpados, pois um acto destes não pode ficar impune.»
            Três vozes responderam em uníssono:
            «Abençoado o herdeiro de S. Pedro.»
            Momentos depois, a habitual tranquilidade voltava a instalar-se no ambiente protegido pelas grossas paredes do edifício.


CAPÍTULO XIV

            (...)A porta gradeada de aço maciço fechou-se atrás de Durval assim que ele entrou. O guarda trancou cuidadosamente a caixa cinzenta na parede que protegia o sistema de abertura individual de cada cela fazendo ecoar o já característico Clank das fechaduras reforçadas.
            O padre encontrava-se deitado numa estreita cama de ferro com pouco mais de meio metro de altura onde se via obrigado a flectir as pernas para que estas se conseguissem acomodar por cima do quase invisível colchão pouco mais espesso que um comando de televisão. Um ponto de luz no tecto e uma janela ainda mais pequena que a existente no escritório do primeiro-cabo, completavam a débil decoração.
            – Boa noite Sr. Padre! – Exclamou Durval em voz alta ao ver que o padre não reagia à sua presença.
            O padre António levantou os olhos pachorrentamente e mirou a figura que se encontrava à sua frente durante alguns segundos, voltando depois à posição inicial. Ficou assim mais alguns segundos até que se levantou de um salto fazendo Durval recuar perante o acto inesperado do sacerdote. Este estendeu a mão e indicou-lhe o sítio onde estivera deitado num convite.
            – As instalações são modestas mas, sentados cabemos os dois. – Disse em tom de laracha. – Então o que o trás aqui? Não me vai dizer que se deu ao trabalho de vir falar comigo à prisão só para tratar dos pormenores da visita à igreja com os seus colegas de tropa.
            – Sabe bem que não é esse o motivo. – Começou Durval aceitando o convite do padre e sentando-se. – Aliás, perante a situação actual, já deve ter calculado que a minha insistência nessa visita foi para ver a sua reacção. Se não o adivinhou, estou a dizer-lhe agora.
            O padre ajeitou-se na cama recostando-se ao canto da cela sem deixar escapar um som nem mudar a sua impávida expressão, limitando-se a esperar que Durval continuasse.
            – O.K. Eu não vou estar aqui com rodeios e vou directo ao assunto. Você deu liberdade ao Jofre para fazer o que achasse melhor e, foi o que ele fez. Entendeu que eu o poderia ajudar e contou-me toda a conversa que vocês tiveram hoje de tarde.
            A frase inicial teve o efeito pretendido e o padre baixou um pouco a guarda, dando-se ao trabalho de responder.
            – Já calculava que isso iria acontecer, o que me leva a fazer novamente a mesma pergunta: E o que está aqui você a fazer? Que eu saiba, não é advogado para me defender. Veio tentar obter uma confissão em troca de uma pena mais curta? Veio cá a pedido do Jofre? Aquele coitado é uma jóia de pessoa mas, também ele não sabe mais do que aquilo que eu lhe contei e, de certeza nada do que eu lhe disse me pode ajudar. O que quer afinal? Eu não vou acrescentar mais nada ao que disse anteriormente no interrogatório feito pelo cabo Dias. Coitado desse também! Pensa que é o maior mas nem consegue ver o que acontece debaixo do seu nariz.
            – Já terminou? – fez uma pausa para ter a certeza que o padre o iria ouvir. – Eu estou aqui porque penso que não foi você que matou a Dora. Acho que foi apanhado num enredo muito para além das suas capacidades de o resolver sozinho e acho que é um homem bom que eu não gostaria de ver apodrecer na imundice de uma prisão. – Fez mais uma pausa. – Perguntou-me o que vim fazer aqui? Vim tentar evitar que você se destrua e que, por causa de alguns indivíduos perca a fé na igreja. Vim procurá-lo porque está na hora de alguém por um fim a esta guerra de interesses e a todo o mal que dela provém. Vim falar consigo porque é o único que me pode ajudar a terminar com tudo isto. – Uma nova pausa, desta vez mais prolongada seguida de uma espreitadela para o relógio. – E tenho quinze minutos para o fazer.(...)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Lançamento do livro "Padre Nosso"

No próximo Sábado, dia 21 de Julho às 21.oo horas, estão todos convidados para o lançamento do romance policial com o titulo "Padre Nosso" de Vicente Cândido que terá lugar no Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche precedendo a famosa actriz Maria Vieira na apresentação do seu livro "As Minhas Viagens" no café do Clube Recreativo Penichence.

Podem consultar a sinopse do livro AQUI, mas posso adiantar que a maior parte da acção se passa no Concelho de Peniche, ora não fosse o autor residente nessa linda terra.

Pra finalizar e utilizando um velho "Cliché": Venha, e traga um Amigo!



Clique aqui para Visualizar o convite



Para quem ainda não sabe onde fica o Edifício Cultural, fica aqui também um mapa para facilitar a localização tanto a residentes no concelho como aos visitantes que, como sabemos, são muitos nesta época do ano.



Clique para ampliar ampliar mapa








segunda-feira, 16 de julho de 2007

Poemas IX - Uma Mosca

E para deixar por alguns instantes os assuntos mais sérios de lado, vamos fazer
justiça a um dos mais usuais hospedes das nossas casas, as Moscas.

Espantada aqui e além
vai a mosca impertinente.
Zune e voa pela casa,
atormenta toda a gente.

Mata-moscas se agitam
numa tentativa vã
de apanhar a mosquinha
que volta sempre amanhã.

Com o rabo reluzente
vem a mosca varejeira
pousa leve e delicada
num monte de caganeira.

Não repara enquanto come
que alguém horrorizada
olha para a porcaria
e, é outra vez espantada.

Coitada da pobre mosca
que não estorva ninguém,
qualquer bosta a contenta
mas nem na merda está bem.

Entra em casa novamente
procurando mais comida,
a medo, pousa na mesa
com a toalha estendida.


Aquelas simples migalhas
olha-as com sofreguidão
e encontra nesses restos
a almejada refeição.

Já depois de bem tratada
não repara, com certeza
numa mão forte e pesada
que a espalma na mesa.

Coitada da varejeira
que por comer em má hora
nunca mais se levantou,
morreu com as tripas de fora.










© H. Vicente Cândido (15-01-2007 – Serra d’el Rei)


terça-feira, 10 de julho de 2007

Poemas VIII - Desabafo..!

Clique para voltar ao início do Blog.

Ouvi!
Ouvi e falei até de mais.
Ouvi o que quis,
o que não quis
e, falei.
Magoei talvez alguém
mas, digo também:
Como se pode evitar
falar do coração?
Perdão?
Não vejo qual a razão
nem qual a necessidade
de existir uma desculpa
para quem diz a verdade.
Ouvi!
Uma e outra vez
as mesmas palavras
e frases absurdas,
ofensas sem nexo
de traição e sexo.
Magoado,
optei por ficar calado.
tentei não mais ouvir
e, também
inventei estar tudo bem.
Fingi!
Fingi que não liguei
mas, ouvi…
e chorei.






© H. Vicente Cândido, 28-12-2006 (em Peniche, sentindo a brisa do Mar)


domingo, 8 de julho de 2007

Tasquinhas Rurais - Ferrel 2007


Inicia-se no próximo dia 14 de Julho a 10ª edição das Tasquinhas Rurais do Concelho de Peniche.

Esta iniciativa é organizada anualmente pelas freguesias de Ferrel, Atouguia da Baleia e Serra d'el Rei e conta com o apoio da Câmara Municipal de Peniche e da Região de Turismo do Oeste.

Neste evento, este ano tendo como anfitriã a freguesia de Ferrel, podemos deliciar-nos com os melhores pratos que compõem a gastronomia regional, confeccionados pelas associações participantes enquanto apreciamos a variada animação musical que decorrerá durante os nove dias de duração das Tasquinhas.


Tasquinhas Rurais de Peniche - Ferrel 2007

PROGRAMA


Sábado 14
  • 16 h - Banda Filarmónica da Atouguia da Baleia
  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Zagaias

Domingo 15

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Noite de Fados

Segunda 16

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22h - Né V.H.V.

Terça 17

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Nuno Jorge; Rebeca

Quarta 18

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Miosótis

Quinta 19

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Cantar de Amigos; Grupo Cavaquinho das Caldas

Sexta 20

  • 20 h - Animação de Rua
  • 21 h - Pé D'Areia
  • 22 h - Festival de Acordeão

Sábado 21

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Nautilus

Domingo 22

  • 16 h - Festival de Foclore
  • 20 h - Animação de Rua




RÁDIO OFICIAL          Blog da 102 FM

Clique AQUI para ouvir a 102 FM



sábado, 7 de julho de 2007

Livro - PADRE NOSSO

Depois de uma semana de ausência, volto com uma noticia que me deixa particularmente satisfeito. O policial de ficção da minha autoria com o título "Padre Nosso" está finalmente pronto e o seu lançamento vai ser em breve na cidade de Peniche.

Nos próximos posts podem contar com informações mais actualizadas, bem como excertos de alguns capítulos mas, por agora e apenas para espicaçar os leitores, cerca de 1250 visitantes no espaço de 2 meses, (o Blog ainda é uma criança), vou deixá-los com uma sinopse da história, a mesma que poderão encontrar na contra-capa.

Espero que gostem.

Padre Nosso - Vicente Cândido


SINOPSE


Leandro Durval, ex-combatente da guerra colonial, tornou-se um pacato e simpático proprietário de um restaurante perto do Forte de Peniche.

A sua curiosidade leva-o mais uma vez a cruzar o caminho da G.N.R. local e, o que parecia ser apenas mais uma história de contrabando transforma-se numa demanda pela verdade.

A igreja, o estado português e altos membros das forças policiais, enfrentam-se numa guerra oculta com séculos de existência pela posse do manuscrito deixado pelo único papa português, João XXI.

Das catacumbas da Igreja de São Leonardo em Atouguia da Baleia, ao Palácio de São Pedro no Vaticano, este policial repleto de acção remete-nos para o inicio da era Cristã e transporta-nos através do tempo para a corrupção da Igreja nos nossos dias.

Tendo como base um tema bastante sério, o exagero de alguns factos até ao limite do absurdo torna este policial delicioso e descontraído.

O Autor afirma que, embora seja baseada em factos, lugares e personagens reais, toda a história é pura ficção mas… será mesmo?



quarta-feira, 27 de junho de 2007

Poemas VII - Velha Traineira

E aqui vai mais um poema em jeito de canção, dedicado a todos os pescadores desta linda terra que é Peniche.

Quem sabe se um dia não aparece por aqui alguém com uma idéia para a musicar e um outro alguém com voz para a cantar.

Brincadeiras à parte, espero que gostem.




Velha Traineira



Velha traineira
vai rumando, altaneira
desflorando a bandeira
de um povo junto ao mar.
Velha barcaça,
que já perdeu sua graça
mas que a forte carcaça
ainda deixa navegar.


Barco velhinho
vai seguindo o seu caminho
mar a dentro direitinho
correndo sem se cansar.
Leva consigo
velhos lobos da maré
com sabedoria e fé
deitam as redes ao mar.


Linda traineira,
volta de sua viagem
devagar, ruma p’rá margem
pois o porto a espera.
Mais uma vez
forçando seu coração
trás toda a tripulação
são e salva para terra.


Mas desta vez,
não parou no seu destino
e ao longe ouviu-se um sino
que o som, o vento levou.
Anunciando
que p’rá doca era levada
ali ficou ancorada
a viagem terminou.


Aguarda agora
maldizendo a sua sorte
depois de enfrentar a morte
tanta vez em alto mar.
Mesmo a seu lado
está mais um barco encalhado,
partido, despedaçado
nunca mais vai navegar.

Agora sabe
um pouco mais conformada
está sua vida acabada
nada mais pode fazer.
Fecha os olhos
ao som de fortes pancadas
serrotes e marteladas
pode enfim em paz morrer.





© H. Vicente Cândido, 28-09-2006 (restaurante "O Beirão")


segunda-feira, 25 de junho de 2007

Monumentos de Peniche - São Leonardo (final)

O interior da Igreja (continuação)


Clique para página de inicio do Blog

      Assim que passamos o portal de entrada e os olhos se habituam à penumbra, a nossa atenção prende-se imediatamente no canto direito da Igreja, sobre a enorme costela de baleia petrificada encontrada algures no antigo porto de Atouguia.
      Antes de chegarmos ao grande osso, passamos por uma das duas pias da água Benta existentes, esta também da era quinhentista com uma base rectangular, cantos enrolados, pé em espiral e a bacia ornada com gomos lisos alternados com outros de três flores em relevo. No centro, a cabeça de um anjo.
      Continuamos pelo corredor direito e podemos ver o presépio da escola Machado Castro que pertenceu ao extinto Convento Franciscano de São Bernardino. Temos em seguida o Painel da Ressurreição, uma pintura sobre madeira do séc. XVI originária da escola dos Mestres do Sardoal ou da oficina do Mestre de São Quintino.
      Na capela lateral temos um retábulo de pintura formado por quatro tábuas representando diversos Santos formando um conjunto curioso, de sabor florentino, com uma pintura muito recortada e desenhada. Dentro desta capela, encostada à parede do lado esquerdo, está uma pedra rectangular de grande interesse documental e iconográfico. Entre duas pequenas peças de simbolismo desconhecido, pode ler-se a seguinte inscrição:

“ESTE CORO MANDOU FAZER A CONDESSA DONNA GUIOMAR DE CASTRO PELA ALMA DO SR CONDE ALVº D ATAIDE Q DZ (Deus) HAJA SEU MARIDO Q AQ JAZ SEU CORPO ENTERRADO O QUAL CORO FOY COMEÇADO E ACABADO NO ANNO DE MILL E QUATROCENTOS E LX VII”

      Já quase no fim do corredor direito, podemos ver o fragmento de um Fresco encontrado por detrás de um retábulo que o encobriu, protegendo-o até aos dias de hoje, levando-nos a pensar que talvez este templo tenha sido, em todo ou em parte, pintado a fresco com motivos religiosos como este fragmento atesta.
      Ainda antes de entrarmos para a Capela-mor, olhamos para cima onde se encontra a Pedra de Armas. Cerca de dois terços são ocupados com o escudo e a parte superior tem o Elmo, o Timbre e um minúsculo lambrequim. O escudo é esquartelado com armas de Figueiras de Chaves e Delgados com timbres de Figueiras de Chaves.


      Capela-mor

      Dentro da capela encontramos o túmulo do 1º conde de Atouguia da Baleia, Dom Álvaro Gonçalves de Ataíde. Cravado na parede do lado esquerdo, tem uma frente para dentro da Sacristia e outra para a capela-mor.
      Na parede por cima do túmulo, está uma lápide de pedra formada por cinco rectângulos com inscrição gótica relacionada com a vida e obra do D. Álvaro de Ataíde. Sobre esta inscrição há um brasão em relevo muito danificado, tal como o escudo no túmulo que também se encontra inutilizado.
      Em representação dum bom trabalho de escultura do Séc. XVIII temos a imagem em madeira de Cristo Glorioso, com carnação, estofado e poli cromado nos panejamentos.
      O Altar de Pedra, embora não seja o primitivo Altar desta igreja, é certamente uma bela peça que, infelizmente, não pode ser utilizada na celebração da missa obrigando a existir outro que acabo por não deixar realçar o que deveria estar em maior destaque.
      Não podemos ainda deixar de apreciar as três portas dentro da capela, todas elas de estilo diferente e, as janelas em arco redondo e ogivais que iluminam todo o espaço.
      Finalmente, junto das colunas que apoiam a ogiva, podemos ver através de vidro o nível mais baixo onde anteriormente estava o piso.




domingo, 24 de junho de 2007

Serra D'el Rei - 4º Aniversário da Vila

Página da Junta de Freguesia da Serra D'el Rei
            30 de Junho

            23.00 h ---- Actuação do conjunto "Wega Band"
            00.00 h ---- Fogo de Artifício



             1 de Julho

            9.00 h ---- Missa Solene
            10.00 h ---- Arruada com a Banda Serrana
            16.00 h ---- Saráu de Ginástica




quinta-feira, 21 de junho de 2007

A Cinderela do Século XXI

Se quiserem contar a história da Cinderela ás crianças sem que sejam apelidados de COTAS, deixo-vos com a versão actualizada que podem ler abaixo. (Se conseguirem.)





Há bué da time havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela.

Cinderela, Cindy para os amigos, parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails.

Com este desatino só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia bué de cenas.

É então que a Cindy fica a saber de alta cena que ia acontecer: Uma party..!

A gaja curtiu totil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases.

Ela ficou completamente passada, mas depois de andar à toa durante uma beca, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda bacana e ela ficou a parecer uma ganda febra.

Só que ela só podia afiambrar da cena até ao bater das 12.

A tipa mordeu o esquema e foi pá borga sempre a abrir. Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou.

Aí a Cindy passou-se dos carretos e esbundaram 'all night long', até que ao ouvir das 12 ela teve de se axandrar e bazou.

O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de fuga e foi atrás dela mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama.

No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi a procura do chispe que entrasse no chanato.

Como era alto cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que tiveram ganda vaipe quando souberam que eles iam juntar os trapos.

No fim, a garina e o chavalo curtiram largo e foram bué da happy.

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terça-feira, 19 de junho de 2007

Poemas VI - Amor e Cinzas.


Pinheiros de verão,
alimentam o fogo
do meu coração.
Ardem com uma graça
despreocupada,
acendendo uma fagulha
do nada.

O fumo derriba
a mata mais densa,
e o calor das cinzas
não compensa
a destruição do trabalho
de uma vida.
Alguém impotente,
observa o que o fogo tira.

E o Amor,
tal qual um fogo de verão
que queima a raiz do coração,
arde com tamanha força
que todo o ar se esvai
e, rendido, o corpo cai
rendendo-se à chama da paixão.

E a cinza,
que alimenta o solo mais nu,
corre nas veias do pinheiro
que se levanta mais forte.
E a ti, que dedico estes versos
e louvo a minha sorte,
quero dizer ao mundo inteiro
que o meu pinheiro és tu.





© H. Vicente Cândido, 07-09-2006 (almoço em Coimbrão)


segunda-feira, 18 de junho de 2007

Coimbrã em Festa - Verão 2007

Retornar ao início do Blog

Vão ter lugar em Coimbrã, a 7 km da cidade de Peniche, os festejos em honra da Nossa Senhora da Memória que preencherão o fim-de-semana de 29 de Junho a 1 de Julho.

Venha provar os petiscos do excelente serviço de bar e participar nos jogos tradicionais a realizar no Domingo à tarde.

As entradas são livres e pode contar com uma simpática equipa que tudo fará para tornar estes três dias agradáveis e descontraídos.



Sexta-Feira, 29 Junho

15.00 --- Música Gravada
22.30 --- Grupo musical, ZAGAIAS


             Sábado, 30 Junho

             8.00 --- Alvorada
             9.00 --- A comissão de festas, acompanhada pela
             Bandinha da Amizade, percorrerá as ruas da aldeia
             recolhendo os donativos.
             15.00 --- Festa de Igreja seguida de Procissão.
             18.00 --- Entrega da Bandeira.
             19.00 --- Animação com a Bandinha da Amizade.
             22.30 --- Conjunto, SON JOVEM


                        Domingo, 1 Julho

                        9.00 --- Alvorada.
                        10.00 --- Jogo de futebol, Solteiros x Casados.
                        13.00 --- Almoço Convívio.
                        15.00 --- Jogos Tradicionais.
                        17.00 --- Animação com a Bandinha da Amizade
                        que encerrará os festejos.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Bandinha da Amizade

      Então e porque não colocar neste Blog algumas linhas dedicadas a um grupo de amigos amantes do convívio e da música?
   Calcorreando pelas ruas ou em palco, a Bandinha da Amizade espalha a sua boa disposição ao som de Rumbas, Salsas, Tangos, Boleros, e um grande leque de música ligeira e tradicional.
   Com o seu traje característico e a alegria que já lhe é conhecida, é uma excelente proposta para eventos tradicionais efectuados ao ar livre ou em recintos fechados, em alternativa aos grupos musicais que se ficam pelo palco ou ás grandes bandas filarmónicas.

   Deixo-vos com um excerto de uma das suas actuações num baptizado em Coimbrã, na freguesia de Atouguia da Baleia, terra de origem da maior parte dos elementos da Bandinha.





Elementos do Grupo


Joaquim.... Trompete
Ismael....... Fliscorne
José Luís... Saxofone Alto
Amílcar..... Saxofone Alto
Célia.......... Saxofone Tenor
Eduardo.... Trombone
Artur......... Caixa de Rufo com Prato
Venâncio... Bombo com Prato
Miguel....... Acordeão


Contactos:

Telef..... +351   262759363
Telem... +351   914510300

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Desde Siempre, Yo Te Amo..!

É muito bom poder contar com Amigos pelos quatro cantos do mundo, principalmente quando sabemos que eles são verdadeiros. Quero agradecer aqui a uma pessoa muito especial por saber que posso sempre contar com a sua Amizade.

O Único problema, é a constante insistência para eu internacionalizar o Blog. Coitadas das minhas pobres palavras que não almejam chegar tão longe.

Enviaram-me um poema em Espanhol com indicação de autor desconhecido pedindo que eu o publicasse. É com muito prazer que o faço mas, tomei a liberdade de o completar pois, após uma consulta na Internet, descobri o intérprete do que afinal era uma canção e acho por bem atribuir os créditos a quem de direito.


Actuação de Chayanne

Artista: Chayanne
Álbum: Desde Siempre
Canción: Yo te amo


En palabras simples y comunes yo te extraño
En lenguaje terrenal mi vida eres tú
En total simplicidad de tu piel que es bondad,
La fuerza que mueve dentro para recomenzar.
Y en tu cuerpo encontrar la paz

Si la vida me permite al lado tuyo
Crecerán mis ilusiones, no lo dudo
Y si la vida la perdiera un instante
Que me llene de ti
Para amar después de amarte...vida

No tengas miedos ni dudas
Este amor es demasiado bueno
Que tú serás mi mujer
Yo te pertenezco todo entero
Mira mi pecho, lo dejo abierto,
Para que vivas en el

Para tu tranquilidad me tienes en tus manos
Para mi debilidad la única eres tú
Al final tan solo se, que siempre te he esperado
Y que llegas a mi vida y tú me das la luz
El bien
Ese mundo donde tus palabras hacen su voluntad

La magia de este sentimiento
Que es tan fuerte y total,
Y tus ojos que son mi paz

Si la vida me permite al lado tuyo
Crecerán mis ilusiones, no lo dudo
Y sin la vida la perderá un instante
Que me llene de ti,
Para amar después de amarte...vida

No tengas miedos ni dudas
Este amor es demasiado bueno
Que tú serás mi mujer
Yo te pertenezco todo entero
Mira mi pecho, lo dejo abierto.
Para que vivas en el

No tengas miedos ni dudas

No tengas miedos dudas



domingo, 10 de junho de 2007

Monumentos de Peniche - São Leonardo (parte II)

Clique para voltar a São Leonardo (parte I)       O Interior da Igreja.


      Entramos na Igreja e deparamo-nos com três Naves iluminadas por frestas de vão gótico e pela rosácea da frontaria, estando a do centro a um nível superior. Sob um tecto de madeira, os arcos ogivais assentam em altas colunas cujos capitéis se apresentam decorados com imagens de animais e plantas.

      Ao lado esquerdo podemos ver a Pia Baptismal de pedra, do séc. XVI (1562) e uma das Pias de Água Benta da era quinhentista, trabalhada com cabeças de anjo e de pé rectilíneo que se pressupõe ser mais recente do que a própria bacia.

      Continuando pelo lado esquerdo da Igreja e caminhando sobre as várias Lápides Sepulcrais que se podem encontrar ao longo de todo o pavimento, deparamo-nos com diversos painéis também do séc. XVI.

      Da oficina dos Mestres do Sardoal, temos uma pintura sobre madeira representando Anunciação e São João Evangelista e, outra representando São Pedro e São Leonardo. De Lourenço de Salzedo podemos ver uma composição maneirista de muito boa qualidade com o titulo Lamentação sobre o Corpo de Cristo e, atribuído a oficina do Mestre de São Quintino, podemos ver ainda um magnifico painel onde, de um fundo de tapeçaria bordada com ornatos da renascença, se destaca a face de São Leonardo.

      Ainda no lado esquerdo, temos a capela do Santíssimo Sacramento, revestida com azulejos do séc. XVII, com um belo retábulo de pintura maneirista representando a Descida da Cruz e podemos observar um baixo-relevo de calcário branco representando a Natividade. Este belíssimo exemplo da estatuária do séc. XIV de autor e origem desconhecidos foi oferecido à rainha Santa Isabel nos princípios do séc. XIV e é considerada a peça mais valiosa desta Igreja.






«São Leonardo (parte III)»


(continua)



sexta-feira, 8 de junho de 2007

Lidar com Pessoas - Parte I

Vou iniciar hoje um novo tema te se intitula muito simplesmente "Lidar com Pessoas".
Ao longo da minha vida, sempre estive numa posição profissional que me obrigava a um contacto directo com o público, com gente de todos os géneros e classes sociais que eu não conhecia de lado nenhum. O constante contacto com maneiras de pensar muito diferentes da minha e a necessidade de não confrontar essas ideias directamente, foi aprimorando o meu modo de falar e, aos poucos até de pensar. Quase sem perceber como, podia falar com qualquer um, expondo a minha forma de pensar sem ferir susceptibilidades mas também sem ser falso, comigo e com os outros.

Com isto em mente, resolvi publicar uma série de artigos, intercalados com outros temas neste Blog, para partilhar um pouco da minha experiência em “Lidar e Falar com Pessoas”. Espero conseguir transformar um tema maçador numa leitura agradável e, se receber um comentário que seja a dizer-me que um dos meus conselhos o ajudou, já me considero plenamente satisfeito.


Lidar com Pessoas – Parte I
(O desejo de um elogio)


      Neste mundo existe apenas uma maneira de conseguir que alguém faça alguma coisa. Já pensou nisso? Esse meio é fazer com que essa pessoa aceite a nossa vontade.
      Poderá obrigar um homem a dar-lhe a carteira, apontando-lhe uma arma; obter a colaboração de um empregado (até virar as costas) com a ameaça de o despedir; levar uma criança a obedecer-lhe por meio de pancada ou ameaças. Mas todos esses processos têm repercussões indesejáveis.
      A única maneira de fazer com que alguém aceite a nossa vontade, é dar-lhe o que deseja!

      O famoso Dr. Sigmund Freud, dos mais notáveis psicólogos do sec. XX, afirma que em nós, tudo emana de dois motivos: a necessidade sexual e o desejo de ser grande. O prof. Jonh Dewey, filósofo Americano, pensa um pouco diferente e afirma que a mais funda solicitação da natureza humana é o desejo de ser importante. Guarde esta frase: «O desejo de ser importante».
      O que desejam quase todos os adultos normais?
       Saúde e preservação de vida. Alimento. Repouso. Dinheiro e tudo quanto o dinheiro pode proporcionar. Vida futura. Satisfação sexual. O bem-estar dos filhos. Uma sensação de importância.
      Quase todos os desejos, em maior ou menor quantidade, mais cedo ou mais tarde, são satisfeitos. Todos menos o que se apresenta quase tão profundo como o desejo de alimento ou de repouso e que, raramente é satisfeito, sentirmo-nos importantes.
      Fica aqui mais uma frase para guardarem: «O mais profundo princípio da natureza humana é a ânsia de ser apreciado».
      Um meu conhecido, empresário de sucesso, disse-me uma vez: «Tenho viajado muito e encontrado muitos homens em várias partes do mundo, mas ainda não encontrei uma homem que, seja qual for a sua situação, não tenha feito melhor trabalho sob um espírito de aprovação, pondo nele maior esforço do que se tivesse de fazê-lo sob um ambiente de crítica». Esse homem é agora o “Master” de uma das maiores redes imobiliárias de Portugal. Então, porque não tentar seguir o mesmo raciocínio que têm as pessoas de sucesso?
      Conversei com algumas pessoas que pensam ser um crime alguém deixar a sua família ou os seus empregados seis dias sem comer. Porém, são capazes de os deixar seis dias, seis semanas, e muitas vezes sessenta anos sem lhes dispensar algumas palavras de consideração, coisa que eles desejam tanto como o alimento.
      Mas agora, há que distinguir entre consideração e bajulação sendo que, com a consideração podemos dar um elogio sincero. Então como separar os dois? Simples. Um é sincero a outra hipócrita; um vem do coração, a outra da boca; um é altruísta, a outra egoísta; um é universalmente admirado, a outra é universalmente condenada.
      Li uma vez como se deve definir a bajulação: «Bajulação consiste em dizer a alguém justamente o que ele pensa de si mesmo.».
      Ouvi por casualidade a conversa entre dois senhores que desconheço durante uma convenção de negócios. Um deles dizia: «Todo o homem que encontro me é superior em alguma coisa e, nisso em particular, aprendo com ele». Ora aí está mais uma frase para guardar. Eu, por meu lado, vou recordá-la até ao fim dos meus dias.
      Pensem comigo. Se há algo, por ínfimo que seja, que se pode aprender com outra pessoa, deverá também haver algo para apreciar. Então por que não fazer uma apreciação e um elogio sincero? E como procede a maioria dos homens? Exactamente ao contrário. Se não gosta de alguma coisa, investe, goza, critica; se gosta não diz nada.

      Vamos tentar fazer uma experiência durante alguns dias. Deixemos de pensar nas nossas qualidades e nos nossos desejos e experimentemos descobrir as qualidades boas que os outros possuem (mesmo que estejam bastante bem escondidas). Esqueçamos a bajulação ou a crítica e façamos um honesto e sincero elogio.

      Guarde mais esta última frase: «Seja sincero na sua aprovação e pródigo no seu elogio» e as pessoas prezarão as suas palavras, guardando-as e repetindo-as anos depois, quando já as tiver esquecido.



(continua dentro de alguns dias)
Mas não resisto em deixá-los com uma frase que vou explorar em “Lidar com Pessoas – Parte II”

«O próprio Deus não se propôs julgar os homens antes do fim dos seus dias, porque havemos de fazê-lo nós?»

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Poemas V - Vinte Anos

Palavras..! Porque escrevê-las se não forem sentidas?

Mais umas vez, as linhas que se seguem só fazem sentido para quem ver nelas algum significado e, embora a poesia seja quase sempre um veículo para expor os sentimentos do próprio poeta, por vezes há necessidade de escrever em versos algo que não corresponde à nossa própria vida, mas à de alguém que, ao ler estas poucas linhas pense para consigo:

"Este fulano escreveu isto a pensar em mim."

Se for o seu caso, espero que aprecie o poema abaixo.





Vinte anos se passaram
e o meu coração
só a ti pertenceu.
Palavras trocamos,
carinho, paixão.
O que aconteceu?
Será que alguma vez
gostaste de mim?
Começo a duvidar.
Serão ausências e voltas,
carinho e desdém,
o que chamas amar?

Penso em ti.
Acordo desolado
a recordar o passado
que não vai voltar.
Por ti, da vida prescindo
e, esqueço que foste mentindo
pois queria acreditar
que as carícias e paixão
vinham do teu coração
e não por simples interesse.
Mas, talvez eu merecesse
por te amar tanto assim.

Convenceste-me a mim
que eu também era amado.
Foi meu erro, meu pecado
não querer ver a verdade
quando tu chegavas tarde
ou nem sequer aparecias.
Por dias, meses, fugias
deixando-me no desespero
ia-te buscar, a medo
e as tuas palavras meigas
iludiam o meu corpo,
brincavam com os meus sentidos
e tu ali, por desporto.

Tantas vezes.

Tantas vezes
que no fim, já nem um beijo.
Ficava eu com o desejo
e um nojo infernal
que me mandava afastar
mas sem nunca querer-te mal.
E tu, cada vez mais
perdias aquele lume.
Para ti, eu era estrume.
Olhavas-me com repulsa
pior que um simples cão
mas, por mais que eu não quisesse,
tinhas sempre o meu perdão.

Afastaste-te de mim.
Foste para outro qualquer
e, sem um adeus sequer
saíste da minha vida.
A minha alma, tão ferida
que é a minha companhia
ainda espera que um dia
numa esperança muito vã,
talvez seja amanhã
que Deus guie os teus passos
e tu, de coração aberto
retornes para os meus braços.





© H. Vicente Cândido, 21-12-2006 (Este poema foi escrito especialmente para... ti.)