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domingo, 2 de maio de 2010

Tertúlias em Coimbrã

Englobado no projecto participativo do Património Cultural de Atouguia da Baleia, vai ser realizada uma tertúlia em Coimbrã, no edificio da Associação Cultural e Recriativa D. Inês de Castro, na segunda-feira, dia 3 de Maio de 2010, pelas 21h30.
A participação está aberta a todos.

Venha tomar um cafézinho, a aproveite para saber como anda o nosso património cultural.

Está em desenvolvimento o projecto de inventário participativo do Património Cultural de Atouguia da Baleia. Este projecto, associado ao Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia (CIAB), visa o levantamento dos activos patrimoniais da freguesia, em estreita articulação com a comunidade local.

O inventário participativo será posteriormente alargado a outras freguesias do concelho.

Estão a ser desenvolvidas sessões de inventário com a participação da população, numa co-organização entre a Câmara Municipal e as colectividades e associações locais. Neste sentido, já se realizaram tertúlias em Atouguia da Baleia, S. Bernardino, Geraldes e Lugar da Estrada, nos meses de Fevereiro e Março.

Integrado na Rede Museológica do Concelho de Peniche, o Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia é um projecto coordenado pela Câmara Municipal em parceria com a Junta de Freguesia e Fábrica Paroquial, tendo a sua sede na igreja de S. José e edifício anexo, em fase de construção, na Vila de Atouguia da Baleia.

O CIAB tem como objectivo proporcionar uma visão integrada da região histórica de Atouguia da Baleia englobando conhecimentos de diversas áreas científicas, numa perspectiva interdisciplinar. A igreja de S. José dará lugar a um espaço multi-usos, onde se realizarão exposições temporárias, conferências, concertos, entre outros eventos.

O CIAB será um pólo de desenvolvimento local e factor de atracção de turismo cultural através das exposições e actividades patentes no próprio espaço museológico mas também pela valorização de circuitos contemplando outros sítios de interesse patrimonial do concelho.

Este é um núcleo que ultrapassa as paredes do seu edifício sede, sendo fundamental para a concretização da sua missão a participação das populações locais na sua implementação e nas actividades que venham a ser promovidas.



Fonte: Câmara Municipal de Peniche

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Festa em Coimbrã - Verão 2008



A Associação de Cultura e Recreio D. Inês de Castro, em Coimbrã, concelho de Peniche, organiza mais uma vez a festa de Verão em honra de Nossa Senhora da Memória.

As entradas são livres e o recinto conta ainda com serviço de bar repleto com diversos petiscos.

Os festejos decorrerão nos dias 11, 12 e 13 de Julho e o programa é o seguinte:




SEXTA 11:
15:00H
Música Gravada.
22:30H
Actuação do conjunto musical,
Son Jovem.


SÁBADO 12:
08:00H
Alvorada.
09:00H
A comissão de festas, acompanhada pela Bandinha da Amizade, percorrerá as ruas da aldeia recolhendo os donativos.
15:00H
Festa de Igreja, seguida de prossição.
18:00H
Entrega da Bandeira.
19:00H
Animação com a Bandinha da Amizade.
22:30H
Actuação do conjunto musical,
ZAGAIAS.


Domingo 13:
08:00H
Alvorada.
09:00H
Jogos de Futebol:
Solteiros X Casados
Solteiras X Casadas
(seguido de um Almoço Convívio:)
15:00H
Torneio Relampago. (MATRAQUILHOS)
17:00H
Animação Infantil.




sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Jornal Municipal - Outubro 2007

A edição de Outubro do Jornal Municipal de Peniche já anda por aí.

Este número, o terceiro deste ano, pode ser encontrado em diversos estabelecimentos comerciais do concelho e a sua distribuição é completamente gratuita. Conta com informação sobre o concelho de Peniche nas suas mais diversas áreas e prima ainda pelas excelentes ilustrações e fotos.

Para fazer o download na sua totalidade e em formato pdf, CLIQUE AQUI.

Se preferir, siga este link para a página da Câmara Municipal de Peniche.



sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Festa em Coimbrã - Outubro 2007



A Associação de Cultura e Recreio D. Inês de Castro, em Coimbrã, concelho de Peniche, organiza mais uma vez a festa anual em honra de Nossa Senhora da Conceição.

As entradas são livres e o recinto conta ainda com serviço de bar repleto com diversos petiscos.

Os festejos decorrerão nos dias 12, 13 e 14 de Outubro e o programa é o seguinte:




SEXTA 12:
09:00H
Alvorada.
22:00H
Actuação do conjunto musical,
Alta Voltagem.


SÁBADO 13:
09:00H
Alvorada.
15:00H
Jogos de Futebol:
Solteiros X Casados
Solteiras X Casadas
Jogos tradicionais.
22:00H
Actuação do conjunto musical,
Banda T.


DOMINGO 14:
08:00H
Alvorada.
09:00H
A comissão de festas, acompanhada pela Bandinha da Amizade, percorrerá as ruas da aldeia recolhendo donativos.
15:00H
Missa, seguida de prossição.
18:00H
Entrega da Bandeira.
19:00H
Concerto com a Bandinha da Amizade, que encerrará os festejos.



sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Peniche - Festejos e Tradições

Ao longo de todo o ano realizam-se várias festas e feiras, das quais se destacam:

Na Cidade de Peniche, a festa de N. Sra. da Boa Viagem, em honra da padroeira dos pescadores, que tem lugar no primeiro fim-de-semana de Agosto e se prolonga por três dias. No terceiro domingo de Outubro realiza-se os Círios de N. Sra. dos Remédios.

Na vila de Atouguia da Baleia tem lugar a Feira de S. Leonardo, a 6 de Novembro, com destaque para os frutos secos. A 15 de Agosto a festa da Assunção de N. Sra. e a 8 de Dezembro a festa de N. Sra. da Conceição.

Em Bolhos, no último domingo de Julho, tem lugar a feira de Sto. António e o Círio ao Senhor Jesus no último domingo de Outubro.

Em Bufarda realiza-se a festa de Sto. Antão no dia 21 de Janeiro, a festa de N. Sra. do Rosário no primeiro fim-de-semana de Outubro e a feira anual no dia 21 de Agosto.

Em Casais Brancos realiza-se a festa de N. Sra. da Conceição no último fim-de-semana de Julho.

Em Casal Moinho realiza-se a festa do Imaculado Coração de Maria no terceiro fim-de-semana de Julho, incluindo a sexta-feira e a segunda.

Em Casais do Júlio realiza-se a festa de Sto. António no primeiro fim-de-semana de Junho.

Em Coimbrã realiza-se a festa de N. Sra. da Memória no segundo fim-de-semana de Julho e de N. Sra da Conceição a 10 de Novembro.

No Lugar da Estrada realiza-se a festa de N. Sra. da Esperança no terceiro fim-de-semana de Agosto.

Em Geraldes tem lugar a festa de N. Sra. da Conceição no segundo fim-de-semana de Agosto.

Em Reinaldes realiza-se a festa de Sto. António no último fim-de-semana de Junho e a festa de Todos os Santos a 1 de Novembro.

Em S. Bernardino realiza-se a festa de aniversário da união desportiva e cultural de S. Bernardino no dia 20 de Maio.

Em Ribafria têm lugar as festas de N. Sra. da Nazaré no primeiro fim-de-semana de Setembro e de S. Martinho no segundo fim-de-semana de Novembro e a feira de Sto. António no dia 13 de Junho.

Em Ferrel realiza-se a festa de N. Sra. da Guia de 5 a 10 de Agosto.

Em Serra d'El-Rei têm lugar as festas de S. Sebastião no terceiro fim-de-semana de Janeiro, de N. Sra. do Amparo no quarto fim-de-semana de Maio, de N. Sra. da Piedade no terceiro fim-de-semana de Setembro e a feira anual a 4 de Agosto.

O feriado municipal tem lugar na segunda-feira posterior ao primeiro domingo de Agosto.




terça-feira, 18 de setembro de 2007

História - D. Inês de Castro

Sendo eu natural de Coimbrã, concelho de Peniche, sinto-me na obrigação de deixar aqui um breve relato histórico sobre D. Inês de Castro, uma vez que este cantinho perto do mar foi confidente de diversos encontros amorosos entre esta formosa dama e D. Pedro.

Cena da morte de D. Inês - Quadro de Columbano, Museu Militar, LisboaD. Inês de Castro era uma fidalga galega, de rara formosura, que fez parte da comitiva da infanta D. Constança de Castela, quando esta, em 1340, se deslocou a Portugal para casar com o príncipe D. Pedro (1320-1367).

A beleza singular de D. Inês despertou desde logo a atenção do príncipe, que veio a apaixonar-se profundamente por ela. Desta paixão nasceu entre D. Pedro e D. Inês uma ligação amorosa que provocou escândalo na Corte portuguesa, motivo por que o rei resolveu intervir, expulsando do reino Inês de Castro, que veio a instalar-se no castelo de Albuquerque, na fronteira de Espanha.

D. Constança morre de parto em 1345 e a ligação amorosa entre D. Pedro e D. Inês estreita-se ainda mais: contra a determinação do rei, D. Pedro manda que D. Inês regresse a Portugal e instala-a na sua própria casa, onde passam a viver uma vida de marido e mulher, de que nascem quatro filhos.

Os conselheiros do rei aperceberam-se das atenções com que o herdeiro do trono português recebia os irmãos de D. Inês e outros fidalgos galegos, chamaram a atenção de D. Afonso IV para aquele estado de coisas e para os perigos que poderiam advir dessa circunstância, uma vez que seria natural antever a possibilidade de vir a criar-se uma influência dominante de Castela sobre a política portuguesa. Persuadiram o rei de que esse perigo poderia afastar-se definitivamente, se se cortasse pela raiz a sua causa real: a influência que D. Inês exercia sobre o príncipe D. Pedro, que um dia viria a ser rei de Portugal. Para isso seria necessário e suficiente eliminar D. Inês de Castro.

O problema foi discutido na presença dos conselheiros do rei em Montemor-o-Velho, e aí ficou resolvido que Inês seria executada sem demora.

Quando D. Inês soube desta resolução, foi ter com o rei, rodeada dos filhos, para implorar misericórdia, uma vez que ela se considerava isenta de qualquer culpa. As súplicas de Inês só momentaneamente apiedaram D. Afonso IV, que entretanto se deslocara a Coimbra para que se desse cumprimento à deliberação tomada. E a execução de D. Inês efectuou-se em 7 de Janeiro de 1355, segundo o ritual e as práticas daquele tempo.

Anos depois, em 1360, D. Pedro I, já então rei de Portugal, jurou, perante a sua corte, que havia casado clandestinamente com D. Inês um ano antes da sua morte.

O tema dos amores de D. Inês e da sua triste morte interessou grande número de poetas e escritores de várias épocas e de várias nacionalidades, e pode dizer-se que se contam por centenas as obras literárias em que o tema foi tratado.

De entre todas distinguirei algumas de cada país que me parece merecerem alusão especial.



Alemanha
- Inez de Castro, tragédia, de F. H. Thelo;
- Inez de Castro, tragédia, de Grottfried von Böhm;
- Inez de Castro, drama, de Joseph Lauff.

França
- la reine du Portugal, tragédia, de Fermin Didot;
- Inez de Castro, tragédia, de Antoine H. de Lamotte;
- Inez de Castro, melodrama, de Victor Hugo;
- Inez de Castro, novela, da Condessa de Genlis;
- La reine morte, drama, de Henri de Montherlant.

Holanda
- Inez de Castro, tragédia, de Rhynius Feith.

Inglaterra
- Inez, the bride of Portugal, tragédia, de Neil Ross;
- Agnez de Castro, tragédia, de Catherine Cockburn;
- Ines de Castro, drama, de Mary Russel Milford;
- Agnes de Castro, tragédia, de Lady Sound;

Itália
- Ines de Castro, tragédia, de Davide Bertolotti;
- Ines di Castro, drama, de Luigi Baudozzi;

Portugal
- A Morta, drama, de Henrique Lopes de Mendonça;
- Nova Castro, tragédia, de J. José Sabino;
- A Castro, tragédia, de Domingos Reis Quita;
- Inez de Castro, romance, de Mendes Leal;
- A Fonte dos Amores, poesias, de Sousa Viterbo;
- D. Pedro e D. Inês, romance, de Antero de Figueiredo;
- D. Inez de Castro, poemeto, de Eugénio de Castro;
- A Castro, tragédia em cinco actos e em verso solto, da autoria do poeta António Ferreira (1528-1569), que é geralmente considerada a obra-prima do teatro clássico português. Esta obra tem por assunto os amores e a triste morte de D. Inês de Castro, que o autor trata com verdadeira mestria. De entre todas as cenas merece atenção especial aquela em que o coro anuncia a Inês a terrível sentença da morte que a aguarda. - O escritor português Almeida Garrett (1799-1854) considera os coros de «A Castro» de António Ferreira superiores a muitos coros das tragédias da Antiguidade.
- Inês de Castro é também uma ópera da autoria do compositor português Rui Coelho (n. 1881).
- Inês de Castro é ainda uma estátua de mármore da autoria do escultor português José Simões de Almeida (1880-1950).
- Pedro e Inês, série televisiva apresentada em 2005, da autoria de Francisco Moita Flores.


Túmulo de D. Inês em Alcobaça

Fonte: Diciopédia 2006 - Porto Editora, 2005. ISBN: 972-0-65260-8



quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Festa N. Sra. da Boa Viagem 2007 - Programa

Peniche brinda-nos mais uma vez com a Festa em honra da Nossa Senhora da Boa Viagem. Embora os usuais carroceis já estejam em pleno funcionamento rodeados pelos feirantes que vão apregoando os seus produtos a residentes e turistas, os festejos só começam no dia 4 de Agosto terminando no dia 7.

Deixo-vos com o programa completo.

Festa da Nossa Senhora da Boa Viagem - Peniche, Agosto de 2007
SÁBADO – 4 de AGOSTO

09h00 – Alvorada com a Banda de Serra D’el-Rei, pelas ruas da cidade.
Início do Arraial no Recinto do Baluarte.
09h15 – Saudações às Entidades Eclesiásticas, Câmara Municipal e Capitania do Porto pela Banda da Serra de El-Rei.
10h00 – A Banda percorrerá as ruas da cidade.
16h00 – SARDINHA ASSADA na Ribeira Velha, confraternização oferecida à população e forasteiros.
18h00 – Classificação dos Barcos engalanados.
19h00 – Eucaristia na Igreja Jubilar de S. Pedro.
21h45 – PROCISSÃO NO MAR.
Transladação das Venerandas Imagens, da Igreja Jubilar de S. Pedro para a Ribeira Velha com incorporação da Banda da Serra de El-Rei.
22h00 - Solene Recepção às Venerandas Imagens.
Embarque e Procissão no Mar, em HONRA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM.
24h00 – Regresso da procissão à Igreja Jubilar São Pedro.
No final da Procissão, Sessão de fogo aquático, lançado na parte Sul da Marina, Molhes Oeste e Leste.

DOMINGO – 5 DE AGOSTO

09h00 – Alvorada com a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peniche.
11h00 – MISSA MARIAL E BÊNÇÃO DA FROTA, junto à Marina.

OUTRAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS:
08h00 – Missa na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios
09h30 – Missa na Capela do Lar de Santa Maria
11h30 – Missa na Igreja de Sant'Ana – S. Joaquim
19h00 – Missa na Igreja Jubilar de 5. Pedro

15h00 – PROCISSÃO EM TERRA
Incorporação das Venerandas Imagens, representações de várias entidades e Bandas Filarmónicas da Serra d'El-Rei e União 1.º de Dezembro de Atouguia da Baleia.

ITINERÁRIO: Igreja de Jubilar de S. Pedro, Rua José Estêvão, Praça Jacob Rodrigues Pereira. Rua Alexandre Herculano, Av.ª 25 de Abril, Rua da Alegria, Largo da Ajuda, Rua D. Luís de Ataíde, Largo Bispo de Mariana, Rua 1.º de Dezembro, Rua de. Nossa Senhora da Conceição, Rua Dr. Francisco Seia, Igreja
Jubilar de S. Pedro.
REMATE: Evocação da Paz e Largada de Pombos, pela Sociedade Columbófila de Peniche.

22h00 - ANIMAÇÃO NO RECINTO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE PENICHE
(Com Saul, FF, Morangos com Açúcar)

SEGUNDA-FEIRA – 6 DE AGOSTO

09h00 – Alvorada com a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peniche pelas ruas da cidade
11h00 – PROCISSÃO DE S. PEDRO GONÇALVES TELMO Padroeiro dos Pescadores, incorporando a Fanfarra e Banda da União 1.º de Dezembro de Atouguia da Baleia.

ITINERÁRIO: Igreja de S. Pedro, Rua Dr. Francisco Seia, Rua Marquês de Pombal, Rua Garrett, Rua Marechal Gomes Freire de Andrade, Rua António da Conceição Bento, Avenida 25 de Abril.

12h00 – Eucaristia no Pátio do Lar de Santa Maria.
15h30 – Torneio de Matraquilhos Humanos no Campo do Baluarte.
16h00 – Tarde Infantil no recinto dos Bombeiros Voluntários de Peniche.
(Famosa Saltitona, animadores, insufláveis, etc.)
22h00 – ANIMAÇÃO NO RECINTO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE PENICHE
(Turma Musical, Tânia, Nel Monteiro)
Encerramento com Sessão de fogo preso e solto.

TERÇA FEIRA – 7 DE AGOSTO

09h00 – Alvorada.
15h30 – Final do torneio de Matraquilhos Humanos no Campo do Baluarte.
22h00 – Distribuição de Taças e Troféus aos barcos engalanados.
22h00 – ANIMAÇÃO NO RECINTO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS
(Directamente de Espanha a famosa orquestra AMADEUS – Com o seu Camião Palco)
Encerramento com Sessão de fogo solto.


sábado, 21 de julho de 2007

PADRE NOSSO - Levantando o Véu..!

Como prometido em 'Posts' anteriores, vou desvendar um pouco do que podem encontrar no livro "Padre Nosso". Abaixo podem ler o PRÓLOGO e um excerto do Capítulo XIV.


Visite a FEIRA DO LIVRO em peniche até 5 de Agosto de 2007

PRÓLOGO

             As paredes do Palácio do Vaticano ressoaram com a voz irritada do Papa Bento XVI. Normalmente calmo, a prudência nunca fora um dos seus principais atributos e, naquele dia, tinha passado completamente dos limites enquanto gritava furiosamente em alemão dentro da sua sala particular:
            «E não quero saber o que Wojtyla pensava. Karol Wojtyla foi o passado, agora somos nós que temos de tomar as nossas próprias decisões. Eu quero os culpados apanhados e condenados. Quero todos os nomes, desde o mais baixo até ao cabecilha e quero isso resolvido quanto antes.»
            Outra voz num tom calmo e muito mais baixo respondia-lhe em italiano:
            «Mas… Sua Santidade, não será melhor reflectir antes de tomar essa decisão? O papa João Paulo II e os outros antes dele tinham os seus motivos para tentarem resolver as coisas de outra maneira. Não quer tentar saber mais antes de avançar?»
            «O Wojtyla não teve treino militar, era polaco e era adorado por ser fraco. A Igreja não pode demonstrar fraqueza perante ninguém. Não somos um estado independente por baixar a cabeça, embora seja essa a imagem que passa para fora. Não podemos compactuar com o demónio. Eu sei perfeitamente que devemos ser prudentes ao mexer em alguns assuntos mas, mais importante é descobrir e desmascarar os culpados, pois um acto destes não pode ficar impune.»
            Três vozes responderam em uníssono:
            «Abençoado o herdeiro de S. Pedro.»
            Momentos depois, a habitual tranquilidade voltava a instalar-se no ambiente protegido pelas grossas paredes do edifício.


CAPÍTULO XIV

            (...)A porta gradeada de aço maciço fechou-se atrás de Durval assim que ele entrou. O guarda trancou cuidadosamente a caixa cinzenta na parede que protegia o sistema de abertura individual de cada cela fazendo ecoar o já característico Clank das fechaduras reforçadas.
            O padre encontrava-se deitado numa estreita cama de ferro com pouco mais de meio metro de altura onde se via obrigado a flectir as pernas para que estas se conseguissem acomodar por cima do quase invisível colchão pouco mais espesso que um comando de televisão. Um ponto de luz no tecto e uma janela ainda mais pequena que a existente no escritório do primeiro-cabo, completavam a débil decoração.
            – Boa noite Sr. Padre! – Exclamou Durval em voz alta ao ver que o padre não reagia à sua presença.
            O padre António levantou os olhos pachorrentamente e mirou a figura que se encontrava à sua frente durante alguns segundos, voltando depois à posição inicial. Ficou assim mais alguns segundos até que se levantou de um salto fazendo Durval recuar perante o acto inesperado do sacerdote. Este estendeu a mão e indicou-lhe o sítio onde estivera deitado num convite.
            – As instalações são modestas mas, sentados cabemos os dois. – Disse em tom de laracha. – Então o que o trás aqui? Não me vai dizer que se deu ao trabalho de vir falar comigo à prisão só para tratar dos pormenores da visita à igreja com os seus colegas de tropa.
            – Sabe bem que não é esse o motivo. – Começou Durval aceitando o convite do padre e sentando-se. – Aliás, perante a situação actual, já deve ter calculado que a minha insistência nessa visita foi para ver a sua reacção. Se não o adivinhou, estou a dizer-lhe agora.
            O padre ajeitou-se na cama recostando-se ao canto da cela sem deixar escapar um som nem mudar a sua impávida expressão, limitando-se a esperar que Durval continuasse.
            – O.K. Eu não vou estar aqui com rodeios e vou directo ao assunto. Você deu liberdade ao Jofre para fazer o que achasse melhor e, foi o que ele fez. Entendeu que eu o poderia ajudar e contou-me toda a conversa que vocês tiveram hoje de tarde.
            A frase inicial teve o efeito pretendido e o padre baixou um pouco a guarda, dando-se ao trabalho de responder.
            – Já calculava que isso iria acontecer, o que me leva a fazer novamente a mesma pergunta: E o que está aqui você a fazer? Que eu saiba, não é advogado para me defender. Veio tentar obter uma confissão em troca de uma pena mais curta? Veio cá a pedido do Jofre? Aquele coitado é uma jóia de pessoa mas, também ele não sabe mais do que aquilo que eu lhe contei e, de certeza nada do que eu lhe disse me pode ajudar. O que quer afinal? Eu não vou acrescentar mais nada ao que disse anteriormente no interrogatório feito pelo cabo Dias. Coitado desse também! Pensa que é o maior mas nem consegue ver o que acontece debaixo do seu nariz.
            – Já terminou? – fez uma pausa para ter a certeza que o padre o iria ouvir. – Eu estou aqui porque penso que não foi você que matou a Dora. Acho que foi apanhado num enredo muito para além das suas capacidades de o resolver sozinho e acho que é um homem bom que eu não gostaria de ver apodrecer na imundice de uma prisão. – Fez mais uma pausa. – Perguntou-me o que vim fazer aqui? Vim tentar evitar que você se destrua e que, por causa de alguns indivíduos perca a fé na igreja. Vim procurá-lo porque está na hora de alguém por um fim a esta guerra de interesses e a todo o mal que dela provém. Vim falar consigo porque é o único que me pode ajudar a terminar com tudo isto. – Uma nova pausa, desta vez mais prolongada seguida de uma espreitadela para o relógio. – E tenho quinze minutos para o fazer.(...)

domingo, 8 de julho de 2007

Tasquinhas Rurais - Ferrel 2007


Inicia-se no próximo dia 14 de Julho a 10ª edição das Tasquinhas Rurais do Concelho de Peniche.

Esta iniciativa é organizada anualmente pelas freguesias de Ferrel, Atouguia da Baleia e Serra d'el Rei e conta com o apoio da Câmara Municipal de Peniche e da Região de Turismo do Oeste.

Neste evento, este ano tendo como anfitriã a freguesia de Ferrel, podemos deliciar-nos com os melhores pratos que compõem a gastronomia regional, confeccionados pelas associações participantes enquanto apreciamos a variada animação musical que decorrerá durante os nove dias de duração das Tasquinhas.


Tasquinhas Rurais de Peniche - Ferrel 2007

PROGRAMA


Sábado 14
  • 16 h - Banda Filarmónica da Atouguia da Baleia
  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Zagaias

Domingo 15

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Noite de Fados

Segunda 16

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22h - Né V.H.V.

Terça 17

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Nuno Jorge; Rebeca

Quarta 18

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Miosótis

Quinta 19

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Cantar de Amigos; Grupo Cavaquinho das Caldas

Sexta 20

  • 20 h - Animação de Rua
  • 21 h - Pé D'Areia
  • 22 h - Festival de Acordeão

Sábado 21

  • 20 h - Animação de Rua
  • 22 h - Nautilus

Domingo 22

  • 16 h - Festival de Foclore
  • 20 h - Animação de Rua




RÁDIO OFICIAL          Blog da 102 FM

Clique AQUI para ouvir a 102 FM



quarta-feira, 27 de junho de 2007

Poemas VII - Velha Traineira

E aqui vai mais um poema em jeito de canção, dedicado a todos os pescadores desta linda terra que é Peniche.

Quem sabe se um dia não aparece por aqui alguém com uma idéia para a musicar e um outro alguém com voz para a cantar.

Brincadeiras à parte, espero que gostem.




Velha Traineira



Velha traineira
vai rumando, altaneira
desflorando a bandeira
de um povo junto ao mar.
Velha barcaça,
que já perdeu sua graça
mas que a forte carcaça
ainda deixa navegar.


Barco velhinho
vai seguindo o seu caminho
mar a dentro direitinho
correndo sem se cansar.
Leva consigo
velhos lobos da maré
com sabedoria e fé
deitam as redes ao mar.


Linda traineira,
volta de sua viagem
devagar, ruma p’rá margem
pois o porto a espera.
Mais uma vez
forçando seu coração
trás toda a tripulação
são e salva para terra.


Mas desta vez,
não parou no seu destino
e ao longe ouviu-se um sino
que o som, o vento levou.
Anunciando
que p’rá doca era levada
ali ficou ancorada
a viagem terminou.


Aguarda agora
maldizendo a sua sorte
depois de enfrentar a morte
tanta vez em alto mar.
Mesmo a seu lado
está mais um barco encalhado,
partido, despedaçado
nunca mais vai navegar.

Agora sabe
um pouco mais conformada
está sua vida acabada
nada mais pode fazer.
Fecha os olhos
ao som de fortes pancadas
serrotes e marteladas
pode enfim em paz morrer.





© H. Vicente Cândido, 28-09-2006 (restaurante "O Beirão")


segunda-feira, 25 de junho de 2007

Monumentos de Peniche - São Leonardo (final)

O interior da Igreja (continuação)


Clique para página de inicio do Blog

      Assim que passamos o portal de entrada e os olhos se habituam à penumbra, a nossa atenção prende-se imediatamente no canto direito da Igreja, sobre a enorme costela de baleia petrificada encontrada algures no antigo porto de Atouguia.
      Antes de chegarmos ao grande osso, passamos por uma das duas pias da água Benta existentes, esta também da era quinhentista com uma base rectangular, cantos enrolados, pé em espiral e a bacia ornada com gomos lisos alternados com outros de três flores em relevo. No centro, a cabeça de um anjo.
      Continuamos pelo corredor direito e podemos ver o presépio da escola Machado Castro que pertenceu ao extinto Convento Franciscano de São Bernardino. Temos em seguida o Painel da Ressurreição, uma pintura sobre madeira do séc. XVI originária da escola dos Mestres do Sardoal ou da oficina do Mestre de São Quintino.
      Na capela lateral temos um retábulo de pintura formado por quatro tábuas representando diversos Santos formando um conjunto curioso, de sabor florentino, com uma pintura muito recortada e desenhada. Dentro desta capela, encostada à parede do lado esquerdo, está uma pedra rectangular de grande interesse documental e iconográfico. Entre duas pequenas peças de simbolismo desconhecido, pode ler-se a seguinte inscrição:

“ESTE CORO MANDOU FAZER A CONDESSA DONNA GUIOMAR DE CASTRO PELA ALMA DO SR CONDE ALVº D ATAIDE Q DZ (Deus) HAJA SEU MARIDO Q AQ JAZ SEU CORPO ENTERRADO O QUAL CORO FOY COMEÇADO E ACABADO NO ANNO DE MILL E QUATROCENTOS E LX VII”

      Já quase no fim do corredor direito, podemos ver o fragmento de um Fresco encontrado por detrás de um retábulo que o encobriu, protegendo-o até aos dias de hoje, levando-nos a pensar que talvez este templo tenha sido, em todo ou em parte, pintado a fresco com motivos religiosos como este fragmento atesta.
      Ainda antes de entrarmos para a Capela-mor, olhamos para cima onde se encontra a Pedra de Armas. Cerca de dois terços são ocupados com o escudo e a parte superior tem o Elmo, o Timbre e um minúsculo lambrequim. O escudo é esquartelado com armas de Figueiras de Chaves e Delgados com timbres de Figueiras de Chaves.


      Capela-mor

      Dentro da capela encontramos o túmulo do 1º conde de Atouguia da Baleia, Dom Álvaro Gonçalves de Ataíde. Cravado na parede do lado esquerdo, tem uma frente para dentro da Sacristia e outra para a capela-mor.
      Na parede por cima do túmulo, está uma lápide de pedra formada por cinco rectângulos com inscrição gótica relacionada com a vida e obra do D. Álvaro de Ataíde. Sobre esta inscrição há um brasão em relevo muito danificado, tal como o escudo no túmulo que também se encontra inutilizado.
      Em representação dum bom trabalho de escultura do Séc. XVIII temos a imagem em madeira de Cristo Glorioso, com carnação, estofado e poli cromado nos panejamentos.
      O Altar de Pedra, embora não seja o primitivo Altar desta igreja, é certamente uma bela peça que, infelizmente, não pode ser utilizada na celebração da missa obrigando a existir outro que acabo por não deixar realçar o que deveria estar em maior destaque.
      Não podemos ainda deixar de apreciar as três portas dentro da capela, todas elas de estilo diferente e, as janelas em arco redondo e ogivais que iluminam todo o espaço.
      Finalmente, junto das colunas que apoiam a ogiva, podemos ver através de vidro o nível mais baixo onde anteriormente estava o piso.




quinta-feira, 21 de junho de 2007

A Cinderela do Século XXI

Se quiserem contar a história da Cinderela ás crianças sem que sejam apelidados de COTAS, deixo-vos com a versão actualizada que podem ler abaixo. (Se conseguirem.)





Há bué da time havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela.

Cinderela, Cindy para os amigos, parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails.

Com este desatino só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia bué de cenas.

É então que a Cindy fica a saber de alta cena que ia acontecer: Uma party..!

A gaja curtiu totil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases.

Ela ficou completamente passada, mas depois de andar à toa durante uma beca, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda bacana e ela ficou a parecer uma ganda febra.

Só que ela só podia afiambrar da cena até ao bater das 12.

A tipa mordeu o esquema e foi pá borga sempre a abrir. Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou.

Aí a Cindy passou-se dos carretos e esbundaram 'all night long', até que ao ouvir das 12 ela teve de se axandrar e bazou.

O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de fuga e foi atrás dela mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama.

No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi a procura do chispe que entrasse no chanato.

Como era alto cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que tiveram ganda vaipe quando souberam que eles iam juntar os trapos.

No fim, a garina e o chavalo curtiram largo e foram bué da happy.

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segunda-feira, 18 de junho de 2007

Coimbrã em Festa - Verão 2007

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Vão ter lugar em Coimbrã, a 7 km da cidade de Peniche, os festejos em honra da Nossa Senhora da Memória que preencherão o fim-de-semana de 29 de Junho a 1 de Julho.

Venha provar os petiscos do excelente serviço de bar e participar nos jogos tradicionais a realizar no Domingo à tarde.

As entradas são livres e pode contar com uma simpática equipa que tudo fará para tornar estes três dias agradáveis e descontraídos.



Sexta-Feira, 29 Junho

15.00 --- Música Gravada
22.30 --- Grupo musical, ZAGAIAS


             Sábado, 30 Junho

             8.00 --- Alvorada
             9.00 --- A comissão de festas, acompanhada pela
             Bandinha da Amizade, percorrerá as ruas da aldeia
             recolhendo os donativos.
             15.00 --- Festa de Igreja seguida de Procissão.
             18.00 --- Entrega da Bandeira.
             19.00 --- Animação com a Bandinha da Amizade.
             22.30 --- Conjunto, SON JOVEM


                        Domingo, 1 Julho

                        9.00 --- Alvorada.
                        10.00 --- Jogo de futebol, Solteiros x Casados.
                        13.00 --- Almoço Convívio.
                        15.00 --- Jogos Tradicionais.
                        17.00 --- Animação com a Bandinha da Amizade
                        que encerrará os festejos.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Bandinha da Amizade

      Então e porque não colocar neste Blog algumas linhas dedicadas a um grupo de amigos amantes do convívio e da música?
   Calcorreando pelas ruas ou em palco, a Bandinha da Amizade espalha a sua boa disposição ao som de Rumbas, Salsas, Tangos, Boleros, e um grande leque de música ligeira e tradicional.
   Com o seu traje característico e a alegria que já lhe é conhecida, é uma excelente proposta para eventos tradicionais efectuados ao ar livre ou em recintos fechados, em alternativa aos grupos musicais que se ficam pelo palco ou ás grandes bandas filarmónicas.

   Deixo-vos com um excerto de uma das suas actuações num baptizado em Coimbrã, na freguesia de Atouguia da Baleia, terra de origem da maior parte dos elementos da Bandinha.





Elementos do Grupo


Joaquim.... Trompete
Ismael....... Fliscorne
José Luís... Saxofone Alto
Amílcar..... Saxofone Alto
Célia.......... Saxofone Tenor
Eduardo.... Trombone
Artur......... Caixa de Rufo com Prato
Venâncio... Bombo com Prato
Miguel....... Acordeão


Contactos:

Telef..... +351   262759363
Telem... +351   914510300

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Monumentos de Peniche - São Leonardo (parte I)

A Igreja paroquial de São Leonardo foi construída nos finais do século XII num estilo predominantemente romano gótico mas apresenta posteriores marcas manuelinas.

A frontaria é ladeada pela torre sineira rematada por duas pirâmides e o portal do Século. XII é constituído por três arcos que irrompem de pequenas colunas capitalizadas onde são representados animais e criaturas míticas.

Segundo a lenda, na construção das arcadas desta igreja foram usadas ossadas de grandes baleias capturadas pelos pescadores do então porto de “Tauria” e, a razão pela qual São Leonardo é o patrono desta Vila, remete-nos para um barco que transportava prisioneiros gauleses da costa atlântica para o mediterrâneo o qual tinha a bordo uma imagem desse Santo. Esse navio naufragou junto ao porto e, como todos se salvaram do naufrágio, foi ali edificada uma igreja em acção de graças a São Leonardo cuja imagem os acompanhava e ao qual atribuíram o milagre de não terem perecido todos no mar.

Em Portugal, parece ser a única igreja erigida a este Santo e Atouguia da Baleia a única paroquia com esse nome, Paróquia de São Leonardo.

A festa litúrgica é no domingo mais próximo do dia 6 de Novembro, dia completamente preenchido pela Feira de São Leonardo.



(continua)