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sexta-feira, 15 de junho de 2007

Bandinha da Amizade

      Então e porque não colocar neste Blog algumas linhas dedicadas a um grupo de amigos amantes do convívio e da música?
   Calcorreando pelas ruas ou em palco, a Bandinha da Amizade espalha a sua boa disposição ao som de Rumbas, Salsas, Tangos, Boleros, e um grande leque de música ligeira e tradicional.
   Com o seu traje característico e a alegria que já lhe é conhecida, é uma excelente proposta para eventos tradicionais efectuados ao ar livre ou em recintos fechados, em alternativa aos grupos musicais que se ficam pelo palco ou ás grandes bandas filarmónicas.

   Deixo-vos com um excerto de uma das suas actuações num baptizado em Coimbrã, na freguesia de Atouguia da Baleia, terra de origem da maior parte dos elementos da Bandinha.





Elementos do Grupo


Joaquim.... Trompete
Ismael....... Fliscorne
José Luís... Saxofone Alto
Amílcar..... Saxofone Alto
Célia.......... Saxofone Tenor
Eduardo.... Trombone
Artur......... Caixa de Rufo com Prato
Venâncio... Bombo com Prato
Miguel....... Acordeão


Contactos:

Telef..... +351   262759363
Telem... +351   914510300

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Desde Siempre, Yo Te Amo..!

É muito bom poder contar com Amigos pelos quatro cantos do mundo, principalmente quando sabemos que eles são verdadeiros. Quero agradecer aqui a uma pessoa muito especial por saber que posso sempre contar com a sua Amizade.

O Único problema, é a constante insistência para eu internacionalizar o Blog. Coitadas das minhas pobres palavras que não almejam chegar tão longe.

Enviaram-me um poema em Espanhol com indicação de autor desconhecido pedindo que eu o publicasse. É com muito prazer que o faço mas, tomei a liberdade de o completar pois, após uma consulta na Internet, descobri o intérprete do que afinal era uma canção e acho por bem atribuir os créditos a quem de direito.


Actuação de Chayanne

Artista: Chayanne
Álbum: Desde Siempre
Canción: Yo te amo


En palabras simples y comunes yo te extraño
En lenguaje terrenal mi vida eres tú
En total simplicidad de tu piel que es bondad,
La fuerza que mueve dentro para recomenzar.
Y en tu cuerpo encontrar la paz

Si la vida me permite al lado tuyo
Crecerán mis ilusiones, no lo dudo
Y si la vida la perdiera un instante
Que me llene de ti
Para amar después de amarte...vida

No tengas miedos ni dudas
Este amor es demasiado bueno
Que tú serás mi mujer
Yo te pertenezco todo entero
Mira mi pecho, lo dejo abierto,
Para que vivas en el

Para tu tranquilidad me tienes en tus manos
Para mi debilidad la única eres tú
Al final tan solo se, que siempre te he esperado
Y que llegas a mi vida y tú me das la luz
El bien
Ese mundo donde tus palabras hacen su voluntad

La magia de este sentimiento
Que es tan fuerte y total,
Y tus ojos que son mi paz

Si la vida me permite al lado tuyo
Crecerán mis ilusiones, no lo dudo
Y sin la vida la perderá un instante
Que me llene de ti,
Para amar después de amarte...vida

No tengas miedos ni dudas
Este amor es demasiado bueno
Que tú serás mi mujer
Yo te pertenezco todo entero
Mira mi pecho, lo dejo abierto.
Para que vivas en el

No tengas miedos ni dudas

No tengas miedos dudas



sexta-feira, 8 de junho de 2007

Lidar com Pessoas - Parte I

Vou iniciar hoje um novo tema te se intitula muito simplesmente "Lidar com Pessoas".
Ao longo da minha vida, sempre estive numa posição profissional que me obrigava a um contacto directo com o público, com gente de todos os géneros e classes sociais que eu não conhecia de lado nenhum. O constante contacto com maneiras de pensar muito diferentes da minha e a necessidade de não confrontar essas ideias directamente, foi aprimorando o meu modo de falar e, aos poucos até de pensar. Quase sem perceber como, podia falar com qualquer um, expondo a minha forma de pensar sem ferir susceptibilidades mas também sem ser falso, comigo e com os outros.

Com isto em mente, resolvi publicar uma série de artigos, intercalados com outros temas neste Blog, para partilhar um pouco da minha experiência em “Lidar e Falar com Pessoas”. Espero conseguir transformar um tema maçador numa leitura agradável e, se receber um comentário que seja a dizer-me que um dos meus conselhos o ajudou, já me considero plenamente satisfeito.


Lidar com Pessoas – Parte I
(O desejo de um elogio)


      Neste mundo existe apenas uma maneira de conseguir que alguém faça alguma coisa. Já pensou nisso? Esse meio é fazer com que essa pessoa aceite a nossa vontade.
      Poderá obrigar um homem a dar-lhe a carteira, apontando-lhe uma arma; obter a colaboração de um empregado (até virar as costas) com a ameaça de o despedir; levar uma criança a obedecer-lhe por meio de pancada ou ameaças. Mas todos esses processos têm repercussões indesejáveis.
      A única maneira de fazer com que alguém aceite a nossa vontade, é dar-lhe o que deseja!

      O famoso Dr. Sigmund Freud, dos mais notáveis psicólogos do sec. XX, afirma que em nós, tudo emana de dois motivos: a necessidade sexual e o desejo de ser grande. O prof. Jonh Dewey, filósofo Americano, pensa um pouco diferente e afirma que a mais funda solicitação da natureza humana é o desejo de ser importante. Guarde esta frase: «O desejo de ser importante».
      O que desejam quase todos os adultos normais?
       Saúde e preservação de vida. Alimento. Repouso. Dinheiro e tudo quanto o dinheiro pode proporcionar. Vida futura. Satisfação sexual. O bem-estar dos filhos. Uma sensação de importância.
      Quase todos os desejos, em maior ou menor quantidade, mais cedo ou mais tarde, são satisfeitos. Todos menos o que se apresenta quase tão profundo como o desejo de alimento ou de repouso e que, raramente é satisfeito, sentirmo-nos importantes.
      Fica aqui mais uma frase para guardarem: «O mais profundo princípio da natureza humana é a ânsia de ser apreciado».
      Um meu conhecido, empresário de sucesso, disse-me uma vez: «Tenho viajado muito e encontrado muitos homens em várias partes do mundo, mas ainda não encontrei uma homem que, seja qual for a sua situação, não tenha feito melhor trabalho sob um espírito de aprovação, pondo nele maior esforço do que se tivesse de fazê-lo sob um ambiente de crítica». Esse homem é agora o “Master” de uma das maiores redes imobiliárias de Portugal. Então, porque não tentar seguir o mesmo raciocínio que têm as pessoas de sucesso?
      Conversei com algumas pessoas que pensam ser um crime alguém deixar a sua família ou os seus empregados seis dias sem comer. Porém, são capazes de os deixar seis dias, seis semanas, e muitas vezes sessenta anos sem lhes dispensar algumas palavras de consideração, coisa que eles desejam tanto como o alimento.
      Mas agora, há que distinguir entre consideração e bajulação sendo que, com a consideração podemos dar um elogio sincero. Então como separar os dois? Simples. Um é sincero a outra hipócrita; um vem do coração, a outra da boca; um é altruísta, a outra egoísta; um é universalmente admirado, a outra é universalmente condenada.
      Li uma vez como se deve definir a bajulação: «Bajulação consiste em dizer a alguém justamente o que ele pensa de si mesmo.».
      Ouvi por casualidade a conversa entre dois senhores que desconheço durante uma convenção de negócios. Um deles dizia: «Todo o homem que encontro me é superior em alguma coisa e, nisso em particular, aprendo com ele». Ora aí está mais uma frase para guardar. Eu, por meu lado, vou recordá-la até ao fim dos meus dias.
      Pensem comigo. Se há algo, por ínfimo que seja, que se pode aprender com outra pessoa, deverá também haver algo para apreciar. Então por que não fazer uma apreciação e um elogio sincero? E como procede a maioria dos homens? Exactamente ao contrário. Se não gosta de alguma coisa, investe, goza, critica; se gosta não diz nada.

      Vamos tentar fazer uma experiência durante alguns dias. Deixemos de pensar nas nossas qualidades e nos nossos desejos e experimentemos descobrir as qualidades boas que os outros possuem (mesmo que estejam bastante bem escondidas). Esqueçamos a bajulação ou a crítica e façamos um honesto e sincero elogio.

      Guarde mais esta última frase: «Seja sincero na sua aprovação e pródigo no seu elogio» e as pessoas prezarão as suas palavras, guardando-as e repetindo-as anos depois, quando já as tiver esquecido.



(continua dentro de alguns dias)
Mas não resisto em deixá-los com uma frase que vou explorar em “Lidar com Pessoas – Parte II”

«O próprio Deus não se propôs julgar os homens antes do fim dos seus dias, porque havemos de fazê-lo nós?»

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Poemas V - Vinte Anos

Palavras..! Porque escrevê-las se não forem sentidas?

Mais umas vez, as linhas que se seguem só fazem sentido para quem ver nelas algum significado e, embora a poesia seja quase sempre um veículo para expor os sentimentos do próprio poeta, por vezes há necessidade de escrever em versos algo que não corresponde à nossa própria vida, mas à de alguém que, ao ler estas poucas linhas pense para consigo:

"Este fulano escreveu isto a pensar em mim."

Se for o seu caso, espero que aprecie o poema abaixo.





Vinte anos se passaram
e o meu coração
só a ti pertenceu.
Palavras trocamos,
carinho, paixão.
O que aconteceu?
Será que alguma vez
gostaste de mim?
Começo a duvidar.
Serão ausências e voltas,
carinho e desdém,
o que chamas amar?

Penso em ti.
Acordo desolado
a recordar o passado
que não vai voltar.
Por ti, da vida prescindo
e, esqueço que foste mentindo
pois queria acreditar
que as carícias e paixão
vinham do teu coração
e não por simples interesse.
Mas, talvez eu merecesse
por te amar tanto assim.

Convenceste-me a mim
que eu também era amado.
Foi meu erro, meu pecado
não querer ver a verdade
quando tu chegavas tarde
ou nem sequer aparecias.
Por dias, meses, fugias
deixando-me no desespero
ia-te buscar, a medo
e as tuas palavras meigas
iludiam o meu corpo,
brincavam com os meus sentidos
e tu ali, por desporto.

Tantas vezes.

Tantas vezes
que no fim, já nem um beijo.
Ficava eu com o desejo
e um nojo infernal
que me mandava afastar
mas sem nunca querer-te mal.
E tu, cada vez mais
perdias aquele lume.
Para ti, eu era estrume.
Olhavas-me com repulsa
pior que um simples cão
mas, por mais que eu não quisesse,
tinhas sempre o meu perdão.

Afastaste-te de mim.
Foste para outro qualquer
e, sem um adeus sequer
saíste da minha vida.
A minha alma, tão ferida
que é a minha companhia
ainda espera que um dia
numa esperança muito vã,
talvez seja amanhã
que Deus guie os teus passos
e tu, de coração aberto
retornes para os meus braços.





© H. Vicente Cândido, 21-12-2006 (Este poema foi escrito especialmente para... ti.)



domingo, 3 de junho de 2007

Poemas IV - Olhando o Passado

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Talvez Pensasse um dia
que conhecia o Amor
mas, não!
Conheci um sentimento sem nexo
que, para além de puro sexo
era vazio, sem brio.
Como uma cadela no cio
que aceita qualquer cão,
pensava que era paixão
com uma réstia de Amizade.
Ó dura realidade.
Confrontado com a verdade
olhei nos olhos de alguém
e vi malícia, desdém,
ou talvez uma doença
vivida na pura crença
que o Amor é possessão
e, eu gritei a tempo…
Não!
Não é isso que eu quero.
Não é isso que eu sinto.
Se digo que te Amo… Minto!
Talvez a compreensão
de quem passou uma vida
preso no seu próprio mundo
mas, seu coração vejo agora
cheio de podridão, imundo,
destruindo o que dizia
Amar de noite e de dia
numa tentativa fútil
de resgatar a alegria.
Acabou um pobre inútil
sozinho e desolado
remoendo no passado.
Sem motivos para viver
agarra-se ao que puder
fomentando a sua crença.
Será que essa doença
se vai um dia curar?
Começo a duvidar.
E se um dia parar
para pensar no mal que fez
fica maluco de vez
pois, não há quem suporte
olhar os erros de frente
e, o ódio que contém
cedo o vai levar à morte
que vem fria e, de repente
acaba sem ter ninguém.


© H.Vicente Cândido, 24-09-2006

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Há Tempo para Tudo..!

Há algum tempo atrás, todos no trabalho se queixavam do stress da vida comercial, inclusive o director, que se mostrava o mais eficaz mas, também o que mais falta de tempo tinha.

Um dia, uma colega minha, comercial da mesma empresa deixou-lhe em cima da secretária um texto tirado de uma qualquer página da Internet. Foi simplesmente uma brincadeira mas, o certo é que eu ainda hoje o guardo e, quando penso que não tenho tempo para nada, delicio-me a ler aquelas breves linhas que hoje transcrevo para aqui:

        Na sala de aula, o professor estava de pé com alguns objectos em cima da secretária. Quando a aula começou ele, calado, pegou num frasco grande de vidro vazio e começou a enchê-lo com bolas de golfe. Quando não cabiam mais, ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.
        Todos responderam que sim.
        O professor então pegou num saco de feijões secos e, ao chocalhar o frasco, estes iam entrando para os buracos vazios entre as bolas de golfe. Quando não cabiam mais, ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.
        Todos responderam que sim.
        Neste ponto, o professor despejou um saco de areia para dentro do frasco. Como é óbvio, a areia ocupou todo o espaço restante do frasco. Quando não cabiam mais ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.
        Todos responderam que sim.
        Foi então que o professor agarrou em dois copos de café e os entornou lá para dentro. Agora sim, não havia mais espaço.
        Os alunos desataram a rir.
        "Agora," disse o professor enquanto as gargalhadas ainda se ouviam, "eu quero que vocês reconheçam que este frasco representa a organização da vossa vida".
        "As bolas de golfe são as coisas mais importantes: a família; os filhos; a saúde; os amigos e tudo o que vos é mais querido, de modo a que se tudo na vida desaparecesse e só ficassem elas, a vossa vida continuava cheia!"
        "Os feijões são as outras coisas importantes da vida: o trabalho; a casa; o carro"
        "A areia é tudo o resto das coisinhas pequeninas."
        "Se encherem primeiro o frasco com a areia, já não há espaço para o feijão nem as bolas de golfe. O mesmo se passa com a vida."
        "Se gastarem todo o tempo e a vossa energia com as pequenas coisas nunca vão ter espaço para as coisas que são verdadeiramente importantes para vocês."
        "Prestem atenção às coisas que são essenciais à vossa felicidade. Brinquem com as crianças. Tirem tempo para ir ao médico, talvez fazer um check-up. Saiam para um jantar romântico. Vai haver sempre tempo para arrumar a casa. Tomem conta das vossas bolas de golfe primeiro, das coisas que têm mesmo importância."
        "Tenham prioridades. Para o resto vai sempre haver espaço. Não encham o vosso frasco primeiro com a areia, pois as bolas de golfe não vão caber no fim."

        Um aluno perguntou: "E o café o que é?"

        "Ainda bem que perguntas. Eu ia agora mesmo dizer-vos. É que mesmo que sintam que a vossa vida está cheia, há sempre espaço para beber um café com um amigo."