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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Jornal Municipal - Outubro 2007

A edição de Outubro do Jornal Municipal de Peniche já anda por aí.

Este número, o terceiro deste ano, pode ser encontrado em diversos estabelecimentos comerciais do concelho e a sua distribuição é completamente gratuita. Conta com informação sobre o concelho de Peniche nas suas mais diversas áreas e prima ainda pelas excelentes ilustrações e fotos.

Para fazer o download na sua totalidade e em formato pdf, CLIQUE AQUI.

Se preferir, siga este link para a página da Câmara Municipal de Peniche.



quarta-feira, 27 de junho de 2007

Poemas VII - Velha Traineira

E aqui vai mais um poema em jeito de canção, dedicado a todos os pescadores desta linda terra que é Peniche.

Quem sabe se um dia não aparece por aqui alguém com uma idéia para a musicar e um outro alguém com voz para a cantar.

Brincadeiras à parte, espero que gostem.




Velha Traineira



Velha traineira
vai rumando, altaneira
desflorando a bandeira
de um povo junto ao mar.
Velha barcaça,
que já perdeu sua graça
mas que a forte carcaça
ainda deixa navegar.


Barco velhinho
vai seguindo o seu caminho
mar a dentro direitinho
correndo sem se cansar.
Leva consigo
velhos lobos da maré
com sabedoria e fé
deitam as redes ao mar.


Linda traineira,
volta de sua viagem
devagar, ruma p’rá margem
pois o porto a espera.
Mais uma vez
forçando seu coração
trás toda a tripulação
são e salva para terra.


Mas desta vez,
não parou no seu destino
e ao longe ouviu-se um sino
que o som, o vento levou.
Anunciando
que p’rá doca era levada
ali ficou ancorada
a viagem terminou.


Aguarda agora
maldizendo a sua sorte
depois de enfrentar a morte
tanta vez em alto mar.
Mesmo a seu lado
está mais um barco encalhado,
partido, despedaçado
nunca mais vai navegar.

Agora sabe
um pouco mais conformada
está sua vida acabada
nada mais pode fazer.
Fecha os olhos
ao som de fortes pancadas
serrotes e marteladas
pode enfim em paz morrer.





© H. Vicente Cândido, 28-09-2006 (restaurante "O Beirão")


sexta-feira, 8 de junho de 2007

Lidar com Pessoas - Parte I

Vou iniciar hoje um novo tema te se intitula muito simplesmente "Lidar com Pessoas".
Ao longo da minha vida, sempre estive numa posição profissional que me obrigava a um contacto directo com o público, com gente de todos os géneros e classes sociais que eu não conhecia de lado nenhum. O constante contacto com maneiras de pensar muito diferentes da minha e a necessidade de não confrontar essas ideias directamente, foi aprimorando o meu modo de falar e, aos poucos até de pensar. Quase sem perceber como, podia falar com qualquer um, expondo a minha forma de pensar sem ferir susceptibilidades mas também sem ser falso, comigo e com os outros.

Com isto em mente, resolvi publicar uma série de artigos, intercalados com outros temas neste Blog, para partilhar um pouco da minha experiência em “Lidar e Falar com Pessoas”. Espero conseguir transformar um tema maçador numa leitura agradável e, se receber um comentário que seja a dizer-me que um dos meus conselhos o ajudou, já me considero plenamente satisfeito.


Lidar com Pessoas – Parte I
(O desejo de um elogio)


      Neste mundo existe apenas uma maneira de conseguir que alguém faça alguma coisa. Já pensou nisso? Esse meio é fazer com que essa pessoa aceite a nossa vontade.
      Poderá obrigar um homem a dar-lhe a carteira, apontando-lhe uma arma; obter a colaboração de um empregado (até virar as costas) com a ameaça de o despedir; levar uma criança a obedecer-lhe por meio de pancada ou ameaças. Mas todos esses processos têm repercussões indesejáveis.
      A única maneira de fazer com que alguém aceite a nossa vontade, é dar-lhe o que deseja!

      O famoso Dr. Sigmund Freud, dos mais notáveis psicólogos do sec. XX, afirma que em nós, tudo emana de dois motivos: a necessidade sexual e o desejo de ser grande. O prof. Jonh Dewey, filósofo Americano, pensa um pouco diferente e afirma que a mais funda solicitação da natureza humana é o desejo de ser importante. Guarde esta frase: «O desejo de ser importante».
      O que desejam quase todos os adultos normais?
       Saúde e preservação de vida. Alimento. Repouso. Dinheiro e tudo quanto o dinheiro pode proporcionar. Vida futura. Satisfação sexual. O bem-estar dos filhos. Uma sensação de importância.
      Quase todos os desejos, em maior ou menor quantidade, mais cedo ou mais tarde, são satisfeitos. Todos menos o que se apresenta quase tão profundo como o desejo de alimento ou de repouso e que, raramente é satisfeito, sentirmo-nos importantes.
      Fica aqui mais uma frase para guardarem: «O mais profundo princípio da natureza humana é a ânsia de ser apreciado».
      Um meu conhecido, empresário de sucesso, disse-me uma vez: «Tenho viajado muito e encontrado muitos homens em várias partes do mundo, mas ainda não encontrei uma homem que, seja qual for a sua situação, não tenha feito melhor trabalho sob um espírito de aprovação, pondo nele maior esforço do que se tivesse de fazê-lo sob um ambiente de crítica». Esse homem é agora o “Master” de uma das maiores redes imobiliárias de Portugal. Então, porque não tentar seguir o mesmo raciocínio que têm as pessoas de sucesso?
      Conversei com algumas pessoas que pensam ser um crime alguém deixar a sua família ou os seus empregados seis dias sem comer. Porém, são capazes de os deixar seis dias, seis semanas, e muitas vezes sessenta anos sem lhes dispensar algumas palavras de consideração, coisa que eles desejam tanto como o alimento.
      Mas agora, há que distinguir entre consideração e bajulação sendo que, com a consideração podemos dar um elogio sincero. Então como separar os dois? Simples. Um é sincero a outra hipócrita; um vem do coração, a outra da boca; um é altruísta, a outra egoísta; um é universalmente admirado, a outra é universalmente condenada.
      Li uma vez como se deve definir a bajulação: «Bajulação consiste em dizer a alguém justamente o que ele pensa de si mesmo.».
      Ouvi por casualidade a conversa entre dois senhores que desconheço durante uma convenção de negócios. Um deles dizia: «Todo o homem que encontro me é superior em alguma coisa e, nisso em particular, aprendo com ele». Ora aí está mais uma frase para guardar. Eu, por meu lado, vou recordá-la até ao fim dos meus dias.
      Pensem comigo. Se há algo, por ínfimo que seja, que se pode aprender com outra pessoa, deverá também haver algo para apreciar. Então por que não fazer uma apreciação e um elogio sincero? E como procede a maioria dos homens? Exactamente ao contrário. Se não gosta de alguma coisa, investe, goza, critica; se gosta não diz nada.

      Vamos tentar fazer uma experiência durante alguns dias. Deixemos de pensar nas nossas qualidades e nos nossos desejos e experimentemos descobrir as qualidades boas que os outros possuem (mesmo que estejam bastante bem escondidas). Esqueçamos a bajulação ou a crítica e façamos um honesto e sincero elogio.

      Guarde mais esta última frase: «Seja sincero na sua aprovação e pródigo no seu elogio» e as pessoas prezarão as suas palavras, guardando-as e repetindo-as anos depois, quando já as tiver esquecido.



(continua dentro de alguns dias)
Mas não resisto em deixá-los com uma frase que vou explorar em “Lidar com Pessoas – Parte II”

«O próprio Deus não se propôs julgar os homens antes do fim dos seus dias, porque havemos de fazê-lo nós?»

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Há Tempo para Tudo..!

Há algum tempo atrás, todos no trabalho se queixavam do stress da vida comercial, inclusive o director, que se mostrava o mais eficaz mas, também o que mais falta de tempo tinha.

Um dia, uma colega minha, comercial da mesma empresa deixou-lhe em cima da secretária um texto tirado de uma qualquer página da Internet. Foi simplesmente uma brincadeira mas, o certo é que eu ainda hoje o guardo e, quando penso que não tenho tempo para nada, delicio-me a ler aquelas breves linhas que hoje transcrevo para aqui:

        Na sala de aula, o professor estava de pé com alguns objectos em cima da secretária. Quando a aula começou ele, calado, pegou num frasco grande de vidro vazio e começou a enchê-lo com bolas de golfe. Quando não cabiam mais, ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.
        Todos responderam que sim.
        O professor então pegou num saco de feijões secos e, ao chocalhar o frasco, estes iam entrando para os buracos vazios entre as bolas de golfe. Quando não cabiam mais, ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.
        Todos responderam que sim.
        Neste ponto, o professor despejou um saco de areia para dentro do frasco. Como é óbvio, a areia ocupou todo o espaço restante do frasco. Quando não cabiam mais ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.
        Todos responderam que sim.
        Foi então que o professor agarrou em dois copos de café e os entornou lá para dentro. Agora sim, não havia mais espaço.
        Os alunos desataram a rir.
        "Agora," disse o professor enquanto as gargalhadas ainda se ouviam, "eu quero que vocês reconheçam que este frasco representa a organização da vossa vida".
        "As bolas de golfe são as coisas mais importantes: a família; os filhos; a saúde; os amigos e tudo o que vos é mais querido, de modo a que se tudo na vida desaparecesse e só ficassem elas, a vossa vida continuava cheia!"
        "Os feijões são as outras coisas importantes da vida: o trabalho; a casa; o carro"
        "A areia é tudo o resto das coisinhas pequeninas."
        "Se encherem primeiro o frasco com a areia, já não há espaço para o feijão nem as bolas de golfe. O mesmo se passa com a vida."
        "Se gastarem todo o tempo e a vossa energia com as pequenas coisas nunca vão ter espaço para as coisas que são verdadeiramente importantes para vocês."
        "Prestem atenção às coisas que são essenciais à vossa felicidade. Brinquem com as crianças. Tirem tempo para ir ao médico, talvez fazer um check-up. Saiam para um jantar romântico. Vai haver sempre tempo para arrumar a casa. Tomem conta das vossas bolas de golfe primeiro, das coisas que têm mesmo importância."
        "Tenham prioridades. Para o resto vai sempre haver espaço. Não encham o vosso frasco primeiro com a areia, pois as bolas de golfe não vão caber no fim."

        Um aluno perguntou: "E o café o que é?"

        "Ainda bem que perguntas. Eu ia agora mesmo dizer-vos. É que mesmo que sintam que a vossa vida está cheia, há sempre espaço para beber um café com um amigo."