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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

PADRE NOSSO - Onde Encontrar?

Um mês após o lançamento, o policial “Padre Nosso” já pode ser encontrado à venda em diversas livrarias e também pela Internet, através da loja virtual da Porto Editora, Webboom.

(Siga este LINK para saber como fazer a sua compra online com 10% de desconto)

Algumas livrarias (papelarias) do concelho de Peniche onde o livro está a ser comercializado:

Marcador do livro 'Padre Nosso'Marcador do livro 'Padre Nosso'

Oliveiras
R. António C. Bento 23-B
Ajuda – Peniche



Clara Dimas de Jesus
(Manuel Franco)
R. Doutor Ribeiro Pereira
Atouguia da Baleia



Ondina M. Marques Reis
R Arquitecto Paulino Montez 87
Ajuda – Peniche



Tinita Ruivinho
(Copy Centro)
R. D. Luís Ataíde 9
Peniche



Quero deixar aqui um agradecimento a todos os que têm lido o livro “Padre Nosso” e enviado a sua opinião para o meu E-MAIL. É com muito agrado que leio aquelas linhas, a maior parte favoráveis e de incentivo para continuar.

Aproveito também para pedir desculpas aos leitores por alguns erros, típicos de uma primeira edição, e agradecer a todos os que me alertaram para o facto. A editora já garantiu uma segunda edição, devidamente revista.

Espero poder continuar a contar com o vosso apoio, críticas e sugestões.

Obrigado!




sábado, 21 de julho de 2007

PADRE NOSSO - Levantando o Véu..!

Como prometido em 'Posts' anteriores, vou desvendar um pouco do que podem encontrar no livro "Padre Nosso". Abaixo podem ler o PRÓLOGO e um excerto do Capítulo XIV.


Visite a FEIRA DO LIVRO em peniche até 5 de Agosto de 2007

PRÓLOGO

             As paredes do Palácio do Vaticano ressoaram com a voz irritada do Papa Bento XVI. Normalmente calmo, a prudência nunca fora um dos seus principais atributos e, naquele dia, tinha passado completamente dos limites enquanto gritava furiosamente em alemão dentro da sua sala particular:
            «E não quero saber o que Wojtyla pensava. Karol Wojtyla foi o passado, agora somos nós que temos de tomar as nossas próprias decisões. Eu quero os culpados apanhados e condenados. Quero todos os nomes, desde o mais baixo até ao cabecilha e quero isso resolvido quanto antes.»
            Outra voz num tom calmo e muito mais baixo respondia-lhe em italiano:
            «Mas… Sua Santidade, não será melhor reflectir antes de tomar essa decisão? O papa João Paulo II e os outros antes dele tinham os seus motivos para tentarem resolver as coisas de outra maneira. Não quer tentar saber mais antes de avançar?»
            «O Wojtyla não teve treino militar, era polaco e era adorado por ser fraco. A Igreja não pode demonstrar fraqueza perante ninguém. Não somos um estado independente por baixar a cabeça, embora seja essa a imagem que passa para fora. Não podemos compactuar com o demónio. Eu sei perfeitamente que devemos ser prudentes ao mexer em alguns assuntos mas, mais importante é descobrir e desmascarar os culpados, pois um acto destes não pode ficar impune.»
            Três vozes responderam em uníssono:
            «Abençoado o herdeiro de S. Pedro.»
            Momentos depois, a habitual tranquilidade voltava a instalar-se no ambiente protegido pelas grossas paredes do edifício.


CAPÍTULO XIV

            (...)A porta gradeada de aço maciço fechou-se atrás de Durval assim que ele entrou. O guarda trancou cuidadosamente a caixa cinzenta na parede que protegia o sistema de abertura individual de cada cela fazendo ecoar o já característico Clank das fechaduras reforçadas.
            O padre encontrava-se deitado numa estreita cama de ferro com pouco mais de meio metro de altura onde se via obrigado a flectir as pernas para que estas se conseguissem acomodar por cima do quase invisível colchão pouco mais espesso que um comando de televisão. Um ponto de luz no tecto e uma janela ainda mais pequena que a existente no escritório do primeiro-cabo, completavam a débil decoração.
            – Boa noite Sr. Padre! – Exclamou Durval em voz alta ao ver que o padre não reagia à sua presença.
            O padre António levantou os olhos pachorrentamente e mirou a figura que se encontrava à sua frente durante alguns segundos, voltando depois à posição inicial. Ficou assim mais alguns segundos até que se levantou de um salto fazendo Durval recuar perante o acto inesperado do sacerdote. Este estendeu a mão e indicou-lhe o sítio onde estivera deitado num convite.
            – As instalações são modestas mas, sentados cabemos os dois. – Disse em tom de laracha. – Então o que o trás aqui? Não me vai dizer que se deu ao trabalho de vir falar comigo à prisão só para tratar dos pormenores da visita à igreja com os seus colegas de tropa.
            – Sabe bem que não é esse o motivo. – Começou Durval aceitando o convite do padre e sentando-se. – Aliás, perante a situação actual, já deve ter calculado que a minha insistência nessa visita foi para ver a sua reacção. Se não o adivinhou, estou a dizer-lhe agora.
            O padre ajeitou-se na cama recostando-se ao canto da cela sem deixar escapar um som nem mudar a sua impávida expressão, limitando-se a esperar que Durval continuasse.
            – O.K. Eu não vou estar aqui com rodeios e vou directo ao assunto. Você deu liberdade ao Jofre para fazer o que achasse melhor e, foi o que ele fez. Entendeu que eu o poderia ajudar e contou-me toda a conversa que vocês tiveram hoje de tarde.
            A frase inicial teve o efeito pretendido e o padre baixou um pouco a guarda, dando-se ao trabalho de responder.
            – Já calculava que isso iria acontecer, o que me leva a fazer novamente a mesma pergunta: E o que está aqui você a fazer? Que eu saiba, não é advogado para me defender. Veio tentar obter uma confissão em troca de uma pena mais curta? Veio cá a pedido do Jofre? Aquele coitado é uma jóia de pessoa mas, também ele não sabe mais do que aquilo que eu lhe contei e, de certeza nada do que eu lhe disse me pode ajudar. O que quer afinal? Eu não vou acrescentar mais nada ao que disse anteriormente no interrogatório feito pelo cabo Dias. Coitado desse também! Pensa que é o maior mas nem consegue ver o que acontece debaixo do seu nariz.
            – Já terminou? – fez uma pausa para ter a certeza que o padre o iria ouvir. – Eu estou aqui porque penso que não foi você que matou a Dora. Acho que foi apanhado num enredo muito para além das suas capacidades de o resolver sozinho e acho que é um homem bom que eu não gostaria de ver apodrecer na imundice de uma prisão. – Fez mais uma pausa. – Perguntou-me o que vim fazer aqui? Vim tentar evitar que você se destrua e que, por causa de alguns indivíduos perca a fé na igreja. Vim procurá-lo porque está na hora de alguém por um fim a esta guerra de interesses e a todo o mal que dela provém. Vim falar consigo porque é o único que me pode ajudar a terminar com tudo isto. – Uma nova pausa, desta vez mais prolongada seguida de uma espreitadela para o relógio. – E tenho quinze minutos para o fazer.(...)

sábado, 7 de julho de 2007

Livro - PADRE NOSSO

Depois de uma semana de ausência, volto com uma noticia que me deixa particularmente satisfeito. O policial de ficção da minha autoria com o título "Padre Nosso" está finalmente pronto e o seu lançamento vai ser em breve na cidade de Peniche.

Nos próximos posts podem contar com informações mais actualizadas, bem como excertos de alguns capítulos mas, por agora e apenas para espicaçar os leitores, cerca de 1250 visitantes no espaço de 2 meses, (o Blog ainda é uma criança), vou deixá-los com uma sinopse da história, a mesma que poderão encontrar na contra-capa.

Espero que gostem.

Padre Nosso - Vicente Cândido


SINOPSE


Leandro Durval, ex-combatente da guerra colonial, tornou-se um pacato e simpático proprietário de um restaurante perto do Forte de Peniche.

A sua curiosidade leva-o mais uma vez a cruzar o caminho da G.N.R. local e, o que parecia ser apenas mais uma história de contrabando transforma-se numa demanda pela verdade.

A igreja, o estado português e altos membros das forças policiais, enfrentam-se numa guerra oculta com séculos de existência pela posse do manuscrito deixado pelo único papa português, João XXI.

Das catacumbas da Igreja de São Leonardo em Atouguia da Baleia, ao Palácio de São Pedro no Vaticano, este policial repleto de acção remete-nos para o inicio da era Cristã e transporta-nos através do tempo para a corrupção da Igreja nos nossos dias.

Tendo como base um tema bastante sério, o exagero de alguns factos até ao limite do absurdo torna este policial delicioso e descontraído.

O Autor afirma que, embora seja baseada em factos, lugares e personagens reais, toda a história é pura ficção mas… será mesmo?