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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Poemas XIII - Apenas um Beijo

Olhei para ti.

Li nos teus olhos
a ternura do Amor.
Abracei o teu olhar,
ouvi o teu respirar
e senti o teu calor.

Noite de Março.
Depois de um sol sem vento
cai um frio arrepiante.
O teu abraço,
aquece toda a minha alma
e, eu recordo esse instante.

Recordação.
lembrança de um momento
que trago dentro de mim.
Essa emoção
que alimenta a minha vida,
é o meu Amor por ti.

Olhei para ti.
Cruzaste os olhos com os meus
mas não leste o meu desejo.
Não peço muito,
Quero apenas os teus lábios
para poder dar-te...

...um beijo.






© H. Vicente Cândido, 15-3-2006 (Noite de fados – Adega do João)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Poemas XII - Fé no Amor

Ter Fé..!

Ter Fé é acreditar.
Acreditar no medo
da nossa existência.
Acreditar num mundo
com benevolência
que compreende, apoia,
tem clemência.

É acreditar.
Acreditar que uma vez o pecado
foi temido, explorado,
retirado deste Mundo
conturbado.
E eu,
aqui sentado,
vendo passar a Fé desvanecida
como quem vê passar
a própria vida,
espero.

Espero poder acreditar
que se a palavra de hoje é matar,
roubar, mentir,
prejudicar,
amanhã seja
Amar.

Acredito em Deus?
Não sei.
Mas tenho de acreditar
ter Fé para continuar
num mundo de desdenha,
ódio, dor.
Numa coisa acredito,
no Amor..!




© H. Vicente Cândido (25-11-2004)

terça-feira, 19 de junho de 2007

Poemas VI - Amor e Cinzas.


Pinheiros de verão,
alimentam o fogo
do meu coração.
Ardem com uma graça
despreocupada,
acendendo uma fagulha
do nada.

O fumo derriba
a mata mais densa,
e o calor das cinzas
não compensa
a destruição do trabalho
de uma vida.
Alguém impotente,
observa o que o fogo tira.

E o Amor,
tal qual um fogo de verão
que queima a raiz do coração,
arde com tamanha força
que todo o ar se esvai
e, rendido, o corpo cai
rendendo-se à chama da paixão.

E a cinza,
que alimenta o solo mais nu,
corre nas veias do pinheiro
que se levanta mais forte.
E a ti, que dedico estes versos
e louvo a minha sorte,
quero dizer ao mundo inteiro
que o meu pinheiro és tu.





© H. Vicente Cândido, 07-09-2006 (almoço em Coimbrão)