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sábado, 22 de setembro de 2007

Piadas - Pai... ele bateu-me!

         Um magnata Árabe casou, finalmente, a sua filha mais nova com um ricaço Francês.

         Um dia, a filha vai toda chorosa queixar-se ao pai que o marido lhe tinha batido.

         – Aquele grandessíssimo filho de uma camela ousou levantar a mão sobre a minha filha?! – Exclamou o Árabe, encolerizado e cheio de indignação.

         – Sim, meu pai.

         – Filha, fizeste bem em vir falar comigo. É a injúria maior que ele me podia fazer, e isso pede uma retaliação à altura. Melhor ainda, pede vingança.

         E… zás! Dá à filha uma enorme bofetada, exclamando:

         – Que a minha filha volte para esse miserável e lhe diga que tipo de homem eu sou. Ele bateu na minha filha, portanto, nada mais justo que eu bater na sua mulher. A honra da nossa nobre família, está novamente reposta.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Notícia - Ovelha Abusada Sexualmente

Eu sei que me comprometi a apresentar aqui posts relacionados com literatura em todas as suas vertentes e com a zona oeste de Portugal, com especial atenção para o concelho de Peniche. No entanto, esta notícia é tão caricata que eu me senti na obrigação de partilhar com vocês.





A Polícia holandesa informou esta quarta-feira que deteve um homem suspeito de ter abusado de uma ovelha na localidade de Haaksbergen (leste) e investiga se o animal sofreu, escreve a agência EFE.

A Polícia tenta agora determinar se a ovelha sentiu dores durante o acto, já que na Holanda o bestialismo só é punido quando se pode comprovar que o animal sofreu, informou a agência holandesa «ANP».

A detenção, que ocorreu na sexta-feira, aconteceu depois do proprietário da ovelha ter apresentado uma queixa à Polícia.

O partido trabalhista no Governo (Pvda) apresentou em Abril um projecto de lei para proibir o sexo e a pornografia com animais, cuja viabilidade está actualmente a ser debatida pelo Ministério da Justiça holandês.



Fonte: Portugal Diário



Bem... pelo menos uma coisa pode-se concluir após esta notícia: As camisolas confeccionadas a partir do pêlo deste animal nunca poderão ser catalogadas como sendo feitas de Pura Lã Virgem.



quinta-feira, 21 de junho de 2007

A Cinderela do Século XXI

Se quiserem contar a história da Cinderela ás crianças sem que sejam apelidados de COTAS, deixo-vos com a versão actualizada que podem ler abaixo. (Se conseguirem.)





Há bué da time havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela.

Cinderela, Cindy para os amigos, parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails.

Com este desatino só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia bué de cenas.

É então que a Cindy fica a saber de alta cena que ia acontecer: Uma party..!

A gaja curtiu totil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases.

Ela ficou completamente passada, mas depois de andar à toa durante uma beca, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda bacana e ela ficou a parecer uma ganda febra.

Só que ela só podia afiambrar da cena até ao bater das 12.

A tipa mordeu o esquema e foi pá borga sempre a abrir. Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou.

Aí a Cindy passou-se dos carretos e esbundaram 'all night long', até que ao ouvir das 12 ela teve de se axandrar e bazou.

O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de fuga e foi atrás dela mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama.

No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi a procura do chispe que entrasse no chanato.

Como era alto cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que tiveram ganda vaipe quando souberam que eles iam juntar os trapos.

No fim, a garina e o chavalo curtiram largo e foram bué da happy.

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sábado, 26 de maio de 2007

Contos - "Lasciva e Sensual"


Ao longo do Blog (que espero durar muito tempo), vou publicar também alguns contos originais, bem como outros, se possível devidamente indexados e que, pela sua natureza, mereçam ser postados aqui.
Podem também encontrar alguns dos meus textos, poemas e outras "Palavras", no site das Edições EC - Escrita Criativa, que estão desde já convidados a visitar.

Todos os meus contos são pura ficção mas... o que é a ficção senão uma história fictícia sobre a possível realidade de alguém?


      Sete horas da tarde.

      Sentado no banco de pedra sobre a falésia, observava as ondas enquanto esperava que o pôr-do-sol me trouxesse inspiração para mais um conto.
      Em pleno mês de Abril, o pouco movimento na Ilha do Baleal deixava o mar cantar a sua canção quase sem interrupções. Com o caderno de apontamentos a postos, aguardava.
      «Só mais uns minutinhos.» – Pensei.
      Foi então que uma mão tocou ao de leve no meu ombro numa carícia tão suave como uma brisa morna que quase não se sente.
      Virei-me.
      Atrás de mim uns olhos azuis e cristalinos reflectiam o amarelo avermelhado do sol que começava a pousar sobre o oceano. O meu espanto foi imediatamente ultrapassado pela beleza dos cabelos claros que esvoaçavam serenamente açoitando a face do anjo que sorria para mim.
      «Posso sentar-me?» – Disse.
      Sem conseguir falar, sinalizei-lhe que sim.
      Ela sentou-se mesmo ao meu lado deixando quase um metro de banco desocupado. Olhava-me com um misterioso sorriso, tal Mona Lisa enigmática e provocante.
      Quando, ao fim de alguns segundos de silêncio, finalmente consegui recuperar a voz e me preparava para perguntar-lhe o nome, um dedo indicador colou-se nos meus lábios e, a mesma mão que antes me tocara no ombro, afagava-me agora carinhosamente a perna esquerda.
      Um arrepio percorreu-me toda a coluna.
      Aquele dedo que me pressionava deliciosamente o lábio, aqueles olhos meigos cor do mar, aquela boca lasciva…
      Perdi a noção de tudo! Do sitio onde estava, das janelas que escondiam olhares indiscretos, do desconforto no banco de pedra. Tudo! O bloco de apontamentos voou pela falésia enquanto uma excitação que ultrapassava tudo o que tinha sentido até então se apoderava de mim.
      Tinha de possuí-la ali mesmo.
      Já não me interessava o nome, quem era, o que fazia ali… Beijei-a sofregamente e arranquei-lhe de um puxão a fina camisa de seda. Ela sorriu enquanto num só gesto, hábil e pensado, me desabotoou os as calças e me puxou pelo pescoço até eu conseguir sentir a sua respiração.
      «Vamos!» – Ouvi-a dizer num murmúrio enquanto sentia que me apertava cada vez mais o braço.
      «Vamos!» – Disse-me outra vez. Mas a dor era agora mais forte.
      Olhei para trás.
      Um braço peludo agarrava-me com força e uns olhos castanhos escondidos por baixo das sobrancelhas carregadas olhavam-me divertidos.
      «Vamos!» – Repetiu um homem com calças de pintor e uma barba negra, espessa, pingada com salpicos multicolores. – «É melhor acordar ou ainda se descuida e cai lá em baixo. Não interrompi nenhum sonho agradável, pois não?»
      Voltei à realidade e sorri.
      A canção calma das ondas tinha-me embalado ao ponto de adormecer mas, afinal a inspiração para o conto tinha chegado mais uma vez.




© Palavras (de H. Vicente Cândido)