Um magnata Árabe casou, finalmente, a sua filha mais nova com um ricaço Francês.
Um dia, a filha vai toda chorosa queixar-se ao pai que o marido lhe tinha batido.
– Aquele grandessíssimo filho de uma camela ousou levantar a mão sobre a minha filha?! – Exclamou o Árabe, encolerizado e cheio de indignação.
– Sim, meu pai.
– Filha, fizeste bem em vir falar comigo. É a injúria maior que ele me podia fazer, e isso pede uma retaliação à altura. Melhor ainda, pede vingança.
E… zás! Dá à filha uma enorme bofetada, exclamando:
– Que a minha filha volte para esse miserável e lhe diga que tipo de homem eu sou. Ele bateu na minha filha, portanto, nada mais justo que eu bater na sua mulher. A honra da nossa nobre família, está novamente reposta.
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sábado, 22 de setembro de 2007
Piadas - Pai... ele bateu-me!
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Poemas IX - Uma Mosca
E para deixar por alguns instantes os assuntos mais sérios de lado, vamos fazer
justiça a um dos mais usuais hospedes das nossas casas, as Moscas.

Espantada aqui e além
vai a mosca impertinente.
Zune e voa pela casa,
atormenta toda a gente.
Mata-moscas se agitam
numa tentativa vã
de apanhar a mosquinha
que volta sempre amanhã.
Com o rabo reluzente
vem a mosca varejeira
pousa leve e delicada
num monte de caganeira.
Não repara enquanto come
que alguém horrorizada
olha para a porcaria
e, é outra vez espantada.
Coitada da pobre mosca
que não estorva ninguém,
qualquer bosta a contenta
mas nem na merda está bem.
Entra em casa novamente
procurando mais comida,
a medo, pousa na mesa
com a toalha estendida.
Aquelas simples migalhas
olha-as com sofreguidão
e encontra nesses restos
a almejada refeição.
Já depois de bem tratada
não repara, com certeza
numa mão forte e pesada
que a espalma na mesa.
Coitada da varejeira
que por comer em má hora
nunca mais se levantou,
morreu com as tripas de fora. 
© H. Vicente Cândido (15-01-2007 – Serra d’el Rei)
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Poemas V - Vinte Anos
Palavras..! Porque escrevê-las se não forem sentidas?
Mais umas vez, as linhas que se seguem só fazem sentido para quem ver nelas algum significado e, embora a poesia seja quase sempre um veículo para expor os sentimentos do próprio poeta, por vezes há necessidade de escrever em versos algo que não corresponde à nossa própria vida, mas à de alguém que, ao ler estas poucas linhas pense para consigo:
"Este fulano escreveu isto a pensar em mim."
Se for o seu caso, espero que aprecie o poema abaixo.

Vinte anos se passaram
e o meu coração
só a ti pertenceu.
Palavras trocamos,
carinho, paixão.
O que aconteceu?
Será que alguma vez
gostaste de mim?
Começo a duvidar.
Serão ausências e voltas,
carinho e desdém,
o que chamas amar?
Penso em ti.
Acordo desolado
a recordar o passado
que não vai voltar.
Por ti, da vida prescindo
e, esqueço que foste mentindo
pois queria acreditar
que as carícias e paixão
vinham do teu coração
e não por simples interesse.
Mas, talvez eu merecesse
por te amar tanto assim.
Convenceste-me a mim
que eu também era amado.
Foi meu erro, meu pecado
não querer ver a verdade
quando tu chegavas tarde
ou nem sequer aparecias.
Por dias, meses, fugias
deixando-me no desespero
ia-te buscar, a medo
e as tuas palavras meigas
iludiam o meu corpo,
brincavam com os meus sentidos
e tu ali, por desporto.
Tantas vezes.
Tantas vezes
que no fim, já nem um beijo.
Ficava eu com o desejo
e um nojo infernal
que me mandava afastar
mas sem nunca querer-te mal.
E tu, cada vez mais
perdias aquele lume.
Para ti, eu era estrume.
Olhavas-me com repulsa
pior que um simples cão
mas, por mais que eu não quisesse,
tinhas sempre o meu perdão.
Afastaste-te de mim.
Foste para outro qualquer
e, sem um adeus sequer
saíste da minha vida.
A minha alma, tão ferida
que é a minha companhia
ainda espera que um dia
numa esperança muito vã,
talvez seja amanhã
que Deus guie os teus passos
e tu, de coração aberto
retornes para os meus braços.